quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Davaneio mimimi

Se me perguntarem:

 - Tudo pode acontecer ?

A  minha resposta será: 

 - Não sei.

Entre tudo ou nada, o que difere será a importância do acontecimento para você.  Alguém sair correndo para te abraçar em meio a avenida é sem dúvida um ato de carinho. Já ser abraçado pela outra pessoa não depende de você, e para ela, o ato pode significar apenas um doido correndo sozinho atrás de um abraço nesse mundo tão corrido. Para as pessoas que estão observando essa cena,  pode remeter a saudade de abraçar uma pessoa que teve importância em suas vidas. E para o outros que estão observando as pessoas que observam os dois se abraçando, tudo isso pode significar simplesmente nada.

A moral deste devaneio de meia tigela é que não existe moral. A grande maioria das pessoas tentariam responder o questionamento “Tudo pode acontecer  ? “ com milhares de hipóteses, sendo que na verdade a resposta mais simples é assumir que não sabemos.

Por que é muito difícil dizer não sei ?

Sinceramente.

Eu não sei.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

A benção meu pai.


Das poucas coisas que me orgulho de ter feito nesse vida minha.
A maior delas foi beijar meus pais todos os dias.
Descabelar minha mãe já descabelada e surrupiar um beliscaço no dedo caixa alta de meu pai.

Depois pedir a benção.

Quando criança, sempre odiava  pedir a benção.
Achava meritocrático demais.
Hoje, continuo não gostando, mas sinto falta de ser abençoado por eles quando estão longe de mim.

Bom dia.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Feliz


 Ultimamente só quero rir e continuar assim.

Sorrindo.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Sorria

Sorrir é um bem gratuito. Me dá um seu?

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Amacie

Há um tempo atrás, sai escrevendo por todos os lugares da casa de uma amiga.
Gostei dessa imagem, a blusa do avesso é como a gente.
Quando queremos lavar a roupa dos outros.
Com os nossos problemas.
Amacie.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

#Puts




terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Alô



Já pensou em como é gostoso dizer alô, para quem você ama?
Não ? Então liga pra alguém agora.
E diz: alô, meu amor.


Olhar ao nosso redor.


Lembro-me do dia que tirei essa foto com meu celular.
Caminhávamos eu e Carol, atrás de re-inventar algo.
Quando percebemos que às vezes, não precisamos re-inventar nada.
Apenas, mudar o jeito de olhar, tudo ao nosso redor.

domingo, 5 de dezembro de 2010

Asas



Domingo, dia de buscar quem está longe.
Nas asas de uma poesia.
No brilho deste retrato.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Malhei Donato



O amor tem dessas coisas.
De mudar o que não estava escrito.
De escrever o que não pode ser dito.
E de dizer o que só pode ser sentido.

O Amor ?

O Amor, só pode ser múltiplo.
Como as notas em vários acordes.
Em diferentes escalas.
Nas mãos de Donato.

Ai o amor.

Que me faz escrever em pleno espetáculo.

Bravíssimo!




segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Um traço



quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Palhaço Vilarinho

“Palhaço Vilarinho era morador de uma aldeia.

De noite, fazia os outros sorrir.

De dia, ria de si.

Palhaço Vilarinho era movido por gente.

De noite, aceitava os aplausos.

De dia, o descaso.

Palhaço Vilarinho era você.

De noite, procurando algo.

De dia, tentando ser encontrado.

Palhaço Vilarinho perdeu-se na vila tentando encontrar um novo caminho.

E assim virou Vilarinho.

Sempre perdido para nunca ser encontrado.”


Pires

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Desabafo ao Teatro

"(...) Morte é o fim da vida, e toda a gente teme isso, só a Morte é temida pela Vida, e as duas reflectem-se em cada uma (...)"Oscar Wilde

Isso meus amigos são palavras, mas já pensaram em sugar a morte! De abrir o cutâneo do morto, o morto não morre, quem morre somos nós. O mundo é uma cova. E quando abrimos a porta da terra já começamos a envergar a vida.

Morte breve ao público. E ao teatro vida longa...


Trecho do monólogo " O lavador de Sofás".

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Às vezes

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Bem Vinda

A poesia se faz presente sempre quando o ausente retorna.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Passos curtos

Ir é o oposto de ti, caminhar à dentro, subir no muro e fugir do outro.

Para quando fica longe, corre quando muito perto e anda quando apenas ama.

O amor tem passos curtos, pois carrega o outro dentro de si.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Parece

Somos todos um pedacinho de cada um. É preciso olhar para o outro como um espelho de você, no fim entendemos que nada pode ser igual mesmo que seja parecido.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Levante. E faça da sua vida um caminho seu...

No livro “Alice no país das maravilhas”, de Lewis Carroll, Alice e o gato de Cheshire mantêm o seguinte diálogo:

– Gatinho, que direção devo tomar?

– Isso depende de aonde queiras ir.

– Não sei muito bem aonde quero ir.

– Então não importa a direção que tomes.

Este diálogo tem uma relação direta quando o desânimo se abate sobre qualquer um de nós. O desânimo faz com que tenhamos a sensação de nos sentirmos vazios, parecendo que existe um “buraco” dentro de nós. Ficamos sem forças e sem disposição para realizar qualquer coisa, seja tomar uma decisão, visitar alguém, elaborar um relatório, telefonar para algum cliente, etc.

Em corporações ou relacionamentos existem razões para que o desânimo se manifeste. Oscilações da economia, chefes tiranos, exercer ações fora da área de competência, são exemplos que levam ao desânimo, ao desestímulo e ao tédio.

Desânimo significa “sem alma”, sem vibração, descrença em si mesmo. É a sensação de uma estagnação total, onde ficamos “parados no tempo” e sem força interior para reagir ou para mudar tal situação. A vontade parece ser a de ficar o dia inteiro deitado e “fugindo” das suas causas.

Maria Chiaria Carullia, em seu livro “A farmácia da alegria”, define desânimo como “a falta de vontade de viver confiante e corajosamente ou de empenhar-se em algo construtivo; é a incapacidade de achar interesse no trabalho, nas atividades cotidianas, nos relacionamentos… Em geral, nisso se esconde uma revolta, uma insatisfação diante de um estilo de vida, um rancor não expresso a si mesmo…”

Desânimo nos desmotiva e não nos leva a lugar nenhum. Não resolve nada, ao contrário, traz junto a preocupação, a ansiedade, o medo, levando o indivíduo à uma sensação de derrota.

Esta sensação afeta a todos nós, sem exceção. Como seres humanos, temos dias bons e dias ruins, dias onde estamos motivados e animados e outros onde estamos desanimados e sem motivação.

Quando o desânimo se abate sobre alguém, algumas características se tornam evidentes, tais como:

– não ter disposição para tomar decisões;

– apresentar um sentimento de inferioridade;

– verbalizar muito a frase “eu não vou conseguir”;

– ter um acentuado complexo de culpa e uma tristeza sempre presentes;

– apesar de cumprir com suas tarefas, pode ter uma crise por se achar sempre sobrecarregado e exausto, acreditando mesmo ser impossível dar conta de outras tarefas;

-sentir uma grande angústia, desolação e desespero, chagando aos limites de sua resistência;

– acreditar que a culpa pelo seu estado é sempre dos outros, nunca de si mesmo. Isto leva a pessoa a se vitimizar e não merecer passar por tal estado.

“Dependendo de sua freqüência e intensidade, doenças físicas e psíquicas podem ser desencadeadas. Quando a mente desiste, o corpo também desiste. Esta desistência da mente em se preocupar com os objetivos, embora haja sensação de descanso, dá margem à angústia e suas conseqüências”, afirma o psicanalista Chafic Jbeilli, autor do livro “Superando o desânimo”.

Para mais, o referido autor cita as seguintes causas para o aparecimento do desânimo:

– falta crônica de dinheiro;

– conflitos sociais e familiares;

– falta de feedback;

– descuido pessoal;

– esgotamento físico e emocional;

– constância de resultados insatisfatórios, nulos ou negativos;

– avaliação simplória de desempenho e resultados;

– falta de apoio e incentivo.

Ou ainda:

– adiar projetos continuamente;

– não querer assumir responsabilidades;

– ficar irritado por qualquer motivo;

– achar que os elogios não são sinceros:

– não se empolgar com novos projetos;

– passar longe dos desafios arriscados; e,

– acreditar que nada do que fizer dará certo.

E como poderíamos vencer o desânimo quando ele se fizer presente? Abaixo vão alguns pontos importantes.



- Conhecer-se a si mesmo

Isto é fundamental. Aquele que não se conhece, que não sabe de suas fraquezas e de seus limites, poderá sofrer as conseqüências do desânimo.



– Estabelecer um objetivo para viver

Viver não significa apenas trabalhar, ganhar dinheiro e ter sucesso material. Ter uma missão de vida, além do sucesso material, também vai fazer com que se alcance o sucesso mental, emocional e espiritual.



– Manter sempre a auto-estima em alta

Existem pessoas que, desde pequenas, sempre escutaram a frases como “você não vai conseguir”, “desse jeito você nunca será ninguém”, e outras do gênero.

O escutar constante destas expressões, ou outras similares, faz com que a pessoa cresça descrente de si mesma e de suas possibilidades, tornando sua vida cheia de amargura e de desânimo.

Por isso, nunca se deve dar ouvidos a estes comentários. Deve-se estar preparado para, isto sim, dar o melhor de si, fazer o melhor que puder fazer naquele momento.

Isto torna a pessoa mais confiante, fortalece sua auto-estima e contribui para seu sucesso e realização pessoais.



– Aprender a vencer o medo

O que mais se relaciona com o desânimo é o medo. Qualquer que seja ele: medo de fracassar, medo do futuro, medo de mudar… O medo pode ter como fonte a incerteza e a insegurança.

“Tenho certeza de que isto é o melhor?”

“Sinto-me seguro em encarar este desafio?”

Estes tipos de perguntas são aquelas que podem ser o obstáculo do nosso auto-desenvolvimento.

Quando Sidarta Gautama, o Buda, iniciou sua vida espiritual, ele foi exposto às cinco tentações, uma delas, o medo. E ele o venceu com entusiasmo.

É por isso que os budistas afirmam que o medo e o entusiasmo andam de mãos dadas: são, apenas, os pólos de uma mesma sensação ao se antecipar um acontecimento futuro.


– Manter sempre uma atitude positiva

Quem não tem problemas? Preocupações? Obstáculos?

É nossa atitude diante dos problemas o fator determinante da dimensão do poder do desânimo sobre nós.

Atitudes positivas representam o alicerce, a fundação, sobre o qual construímos mudanças interiores, não só para mudarmos nossa vida como também assumirmos o controle total sobre ela.

Problemas todos nós temos. Mas a razão do nosso desânimo é a nossa atitude diante deles. Como diz o ditado: “o problema não é o problema; o problema é a nossa atitude diante do problema”.

Se é difícil alterar nossa personalidade, podemos, sim, mudar a maneira de encarar problemas e adversidades. Dominar pensamentos negativos, acreditar que podemos não desistir, ser paciente, são caminhos para vencer o desânimo. E, nunca esquecer que manter uma atitude positiva é uma escolha. E aí podemos escolher entre ser animados ou desanimados.



– Acreditar que você é capaz

Muitas vezes ficamos frustrados por não conseguir atingir um determinado resultado. Este fato pode deixar a pessoa desanimada e até mesmo pensar que lhe falta capacidade e inteligência para alcançar seus objetivos.

Este modo de pensar, de fazer a pessoa sentir-se desvalorizada, não realizada, não conseguir o que deseja, pode ter como fonte suas próprias atitudes, atitudes estas que a impedem de ter sucesso.

Atitudes inadequadas geralmente são geradas por experiências e acontecimentos passados, como afirma Keith Harrel. Suas causas mais comuns são: baixa auto-estima, estresse, medo, ressentimento e raiva e incapacidade de enfrentar mudanças.

A partir do momento que percebemos estas causas dentro de nós, modificamos nossos pensamentos e, aí sim, seremos capazes de vencer nossas frustrações. Keith Harrel também afirma que “são os limites de nossa mente que podem limitar as fronteiras do nosso futuro”.

Silas Barbosa Dias nos conta a seguinte estória: vários médicos estavam estudando as diferenças entre os cérebros humanos. Um dia consultaram um grande gênio e pediram-lhe autorização para examinar seu cérebro após sua morte, a qual lhes foi concedida.

Alguns anos mais tarde, após a morte do gênio, seu cérebro foi retirado do corpo e deixado em cima de uma mesa, ao lado de outro cérebro, também objeto de estudo, mas de um camponês recém falecido.

No dia seguinte, quando os cientistas chegaram ao laboratório e viram os dois cérebros sobre a mesa, perceberam que seria impossível distinguir a diferença entre os dois.

O que se pode concluir desta estória? Anatomicamente não existe diferença entre o seu cérebro, o meu cérebro ou o do gênio em questão. O que faz a diferença é a nossa determinação em querer vencer, ter sucesso, alcançar nossos objetivos.



– Faça das críticas algo positivo para a sua vida

Sempre existem pessoas que criticam ou são criticadas por seu trabalho, suas atitudes, etc. Críticas podem ser uma das piores causas para que o desânimo se instale dentro das pessoas, deixando-as angustiadas.

Certa vez, escutei de uma pessoa a respeito de um a atitude minha:

– Vou fazer uma crítica construtiva sobre esta sua atitude.

Ao que lhe indaguei:

– E existem críticas destrutivas?

Aceitar e saber lidar com as críticas de forma positiva é um excelente remédio para vencer o desânimo. Encará-las desta forma só faz com que cresçamos perante a Vida.

Se a pessoa que critica for, acima de tudo, honesta em seus comentários, aí está uma oportunidade para que se extraiam lições e tornar a pessoa mais forte.

Nunca estaremos imunes às críticas, sejam vindas das pessoas que gostam de nós e só querem o nosso bem, sejam daquelas invejosas, que só sabem criticar o sucesso alheio.

Nunca deve ser esquecido que o FAZER implica em compromisso, risco e erro, portanto, passível de críticas.



– Mantenha sempre seu bom humor

Esta é uma outra grande arma contra o desânimo. Bom humor enseja alegria, riso constante, rosto sem rugas e por aí vai. Acredito que você tenha lido os benefícios do humor nas primeiras páginas deste livro.



- Esteja consciente de seu livre arbítrio

Livre arbítrio significa liberdade para fazer escolhas. Nossa vida é feita de escolhas, pelas quais somos os únicos responsáveis.

Isto significa que nunca iremos agradar a todos. Nunca iremos suprir as necessidades de todos aqueles com os quais convivemos, seja no âmbito familiar ou no local de trabalho.

Ter consciência que cada ser humano é único, que cada um tem o seu próprio livre arbítrio, pode nos ajudar a manter nossa autenticidade.

Portanto, seja você mesmo (a), único (a), autêntico (a). Não queira ser uma cópia ou um clone de alguém que você admira. Este é o caminho mais rápido para o desânimo e a frustração.



- Viva com significado

Viver com significado quer dizer ter encontrado propósitos para sua existência, ter uma missão, saber ser feliz com o que tem, não fazer do passado a sua prisão ou do futuro uma fantasia inatingível.

Viver com significado quer dizer viver o presente, o dia de hoje, o momento do agora de forma plena, como se fosse p último momento de nossa vida.

Viver com significado é sempre lembrar que o ontem já foi, o amanhã é uma incógnita e o dia de hoje é uma dádiva de Deus; por isso se chama presente.



A partir do momento que qualquer pessoa vença o desânimo, ela:

- tem mais segurança e convicção de que pode realizar seus sonhos e ser melhor a cada dia;

- se torna mais audaciosa e procura aproveitar todas as chances para realizar seu potencial;

- reconhece que sempre procurar dar o melhor de si na realização de tarefas e busca sempre ser melhor a cada dia;

- aprende a perdoar a si e aos outros pelos erros cometidos. Reconhece que errou, liberta-se da culpa e faz dos seus erros um aprendizado;

- assume suas responsabilidades e tem clareza e tranqüilidade na realização de suas tarefas;

- passa a ter poder para redirecionar sua própria vida;

- reconhece que é sua postura mental que a libertará dos ressentimentos, do negativismo, da amargura e da censura. Passa a ser um eterno otimista.

Tudo isto caracteriza os vencedores. Diferentemente dos fracassados, onde seus pensamentos são fontes de desânimo e medo.

Bom humor, alegria de viver, atitudes e energia positivas, como “eu posso” ou “eu vou conseguir” são estímulos propulsores para sepultar de uma vez por todas o desânimo.

Sempre.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Sobre o assopro

Desligue seus olhos e abra o sorriso um abraço sem braço te fará respirar,o sopro da menina sobre a vela reflete que o tempo passa enquanto aprendemos a comemorar.

Sopre.

domingo, 24 de outubro de 2010

Poesia sem limite

Na vida quase tudo é possivel.
Amar sem ver
Mentir sem por que
Torcer sem crer
Mover sem viver.

Na escrita quase tudo é possivel.
Errar o português
Falar sem conjungar
Soletrar uma dor
E questionar uma cor.

No poema quase nada é possível.

Só o que for contraditório suficiente para ser, poesia.

É preciso

É preciso tirar o sono, a chave da porta, leite da geladeira e roubar o jambo.
É preciso chover molhado, lavar o carro, jogar na sena e comer rabada.
É preciso mudar de canal, desligar o fone, esquecer de tudo e dormi acordado.
É preciso perder a fome, jogar pedra no rio e na lua, viver e sorrir.
É preciso que a escrita saia sem pensar, cortar a unha e colocar o cinto.
É preciso pedir uma bohemia, votar no referendo e discutir politica.
É preciso acordar cedo, dar um beijo no pai, na mãe e no espelho.
É preciso ter uma trilha musical, rir sozinho e corre na chuva.
É preciso tomar o remédio e esquecer a causa, rasgar a receita e mudar de planos.
É preciso tomar o café sem açucar, sorriso encima da mesa e o orgulho abaixo dos pés.

É preciso que seja só o que for para ser.

Afinal, só é preciso quando é sincero.

É preciso.

Poeira de Areia

Manoel Pescado, esse sim sabia das coisas.
Quando ia para o mar amava a terra.
Na Terra voltava pro mar.
Manoel Pescado, não era pescador.


Era poeira de areia.

Pele

Tocar a pele do outro é fácil. Difícil é esquecer.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Desabafo em silêncio

Desabafar é um ato calado, sozinho a ser pensado à dois.

Você & Você.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Moldura interior.

Decidir pintar um quadro, um auto-retrato da pessoas que penso que sou.
Borrei todos os dias de minha vida tentando expressar o que eu imaginava ser.
Mudeis as cores, estilos e molduras.

Tentei e tentei enfim percebi. O quadro que eu tanto buscava no outros, estava dentro de mim.

Nada cresce sozinho

Ninguém colhe o que não semeia
Se planta o calor sincero
Amor irá receber
Se cultiva o desespero
Medo irá nascer


Plante, mas não esqueça de cuidar.


Nada cresce sozinho. Nem você.

Vida passageira sem passagem.

A vida na terra é muita mais que apenas uma passagem. Viver é muito mais que morrer.


Francamente.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Sorriso de peito aberto

Meu sorriso deixou de ser abrigo, passou a ser sincero.

Verbete da paixão.

Minha memória de pele
Sua pele em minha memória.
Se faz presente e ausente.
Tentando crer que agora vai valer
A pena, mesmo que hoje tudo se acabe.

Voltei a escrever,respirar e viver.


Sou de novo aquilo que todo homem quer ser:

Apaixonado.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Por ela, por mim.

Para contar uma história de amor não existe receita.

A medida correta da incerteza é o ritmo, que nem carnal é.
Foi quando já não foi, pois o tempo do romance é medido nas batidas do peito e na falta dos pulsos.

Eu duvido! Dê-o-dó, pois repito; duvido dê-o-dó que alguém que esteja amando tenha pulso.

Falta moleira, dá canseira é quase um preguiça sorrateira que só quer amar.

Mas quem sabe assim, no final desse drama eu rasgue a folha do fim e comece a escrever tudo de novo, tim tim por tim tim.

Por ela, por mim.

Sem fim

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Tempo

Nosso tempo é nosso.

sábado, 18 de setembro de 2010

Te querendo

Te dou outra vida, jogo-me em teu corpo
Quero o abrigo do teu jeito
Em mim, fica calado o suspeito
De te querer, sem saber por que?

Te querendo.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Devaneio sem pausa

É bem simples, vamos sair andando agora e virar a esquina. Imagine comigo:

" Vem um macaco vestido de tempo e te rouba o silêncio, correndo atrás dele você foge de si mesmo e cai em um profundo desengano e para piorar o cano, o cano do desencanto estava furado, todo molhado agora você tenta se enxugar e se lembra que poderia te estendido os braço aos outros quando você estava iluminado. Sem sol e com frio, assustado você se encolhe e imagina onde estariam todos aqueles que normalmente te acolhem sem pestanejar. Sozinho você escreve nas paredes do beco da rua que você nunca mais vai voltar."

Olhe para frente e não erre de novo, aprenda a perdoar.

Amém.

sábado, 4 de setembro de 2010

Foi foi foi

Repita as palavras para seu coração até que ele entenda a razão de esquecer.

Foi,foi e foi. Não volta mais, esqueça.

Depois, recorde,sofra e chore,mas não sofra por um amor em vão.

Ou sofra.

Corda e Pião

No andar da carruagem de João Piatuba, cada dia era um trote.
Quando o cavalo parava a dor andava sem pagode.
Todo mundo era pião, que girava, girava e girava sem coração.
E quem diria que o mundo era um lugar tão bom para gritar bem alto:


Na dança da vida todo pião precisa de uma corda para dançar mesmo sem sapato.

Modo de vida

O modo de vida mais certo é viver no :

cuida-te & cuido-me.

Sem ponto e aspas, só afirmação.

domingo, 29 de agosto de 2010

Nada se quer

Paro e canto, sem voz meu pranto.
Cresco e sofro, a dor de um desencanto
Da poesia nada se quer
E mesmo sem querer, continuo a viver sem saber o por quê ¿
Por quê ¿

sábado, 14 de agosto de 2010

Falar pelos cotovelos é um sinal de desespero.
Estenda a mão, mas prepare os ouvidos.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Rir

Não existem limites para sorrir, mas o sorriso sem limite.Transmite o desespero por rir; de tudo por nada.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

A moeda do questionar

Uma mulher pediu 500 contos de réis para se entregar a um homem qualquer.

O homem então perguntou:

- E para se entregar aos seus sonhos? Quanto tu queres?

- Amor. Respondendo sem pestanejar a pequena meretriz.

- Mas e tu meu senhor? Para aprender a amar, quanto seria necessário?

- Voltar a sonhar. Disse o homem que continuou a andar e nunca aprendeu a amar, mas não deixou de tentar.

A Doca

Na doca sou aprendiz de marinheiro
O amor vem primeiro e rema nú
Na doca não existe felicidade
Só verdades pela metade

Na doca tudo se vende mas nada se compra.


A doca não é de ninguém mesmo que alguém se sinta dono.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Vou continuar escrevendo.

Certo dia eu escrevi uma carta
Ao caso do meu caso
Resolvi roubá-la
Sem que a dona pudesse ler.


Pergunto-me agora:

Se eu não puder entregar de que valeu escrever¿


Mas vou continuar escrevendo.

Por mim. Pensando nela.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Folhadurme

Depois de tantas noites sem dormir pensando nas decisões que estavam por vir, Carvalho resolveu procurar o vendedor de travesseiros de papel. E sem arrodeios logo perguntou:

- Cadê aqueles travesseiros de papel que faz a gente dormir?

O vendedor que sempre se esforçará para aconselhar modelos adaptáveis à necessidade de cada um questionou:

- A falta de sono tem haver com o medo de mudar? Pois se for! Tenho a solução nesse travesseiro de bolso.

- Quanto custa? Questionou Carvalho com as mãos a rabiscar um cheque.

- É brinde da loja. Respondeu o vendedor.

Carvalho saiu sem entender, mas seu problema estava resolvido. Então a noite fez como de costume o ritual para dormir, já com as roupas e clima adequado pegou no bolso da camisa o pequeno livreto com titulo escrito mão; “ Um tapa para dormir e nascer” assim estava rabiscado na capa do pequeno folhadurme. Ao abrir deparou-se com o vazio, mas ao fechar sentiu o vento das abas que ao se beijarem tocaram seu rosto com uma sensação de bem estar. Em reflexão deito-se e colocou o livro perto da cabeça para tentar entender o que aquele vendedor desejava compartilhar, foi quando olhando para o lado percebeu que no miolo estava escrito:

“Aprende a viver aquele dá a cara para bater, boa noite.”

Do autor pouco se conhece, o vendedor, Carvalho nunca mais o viu. Sobre o tapa ¿ Alguns dizem que foi certeiro, outros comentam que foi mortal. Mas que seja, pois para nascer um novo homem é preciso aprender com aquele que acabou de morrer.

De novo ao novo.

sábado, 31 de julho de 2010

Trancos e Barrancos

Aos trancos e barrancos aprendo a amar.
Nos trancos, penso.
Nos barrancos, pulo.


Ando...corro.......... e .......caminho mas nao paro.


Só caiu.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Perder e Ganhar

Eu perdi meu amor por uma novela.
A novela me perdeu por um livro.
O livro me perdeu para a escrita.
A escrita me perdeu para uma flor.
A flor me perdeu para um novo amor.
Eu perdi um novo amor por outro amor.


No final, todo mundo saiu ganhando mas todo mundo chorou a perda.

terça-feira, 27 de julho de 2010

Sou o alfaiate do meu destino
Costuro entre novos e velhos
O remendo de uma dor
Ultimamente ando usando
Um modelo tão clichê
Que quase não sei...
Se serei visto
Se me vestirei

sábado, 17 de julho de 2010

Esse frio deixa alguma lição...

Esse final de semana não foi fácil.
Aqui nessa pequena janela de devaneios não cabe um artigo. Apenas o desabafo de um cidadão compadecido, estremecido e entristecido com a realidade que bateu.
Sou filho de boa família, não de muitas riquezas, mas também não de poucas.
Meu pai nasceu entre cafezais, minha mãe no seringal e outra mãe (fato que muito me orgulha de ter duas mães) nasceu no milharal.
Cresci entre dois mundos do qual aprendi muito a gostar de gente, mas durante todo esse fim de semana veio um frio e logo uma vontade de comprar vinhos, sair com os amigos e comemorar. E de fato fiz tudo isso e não posso negar, mas também não posso negar e propagar o pequeno ato de sensibilidade de Adailton Neto, que me levou a pensar.
Tudo começou como uma manifestação pacata e tímida pelas redes sociais. Logo começaram os telefones, encontros e doações. E quando pude perceber, de verdade. Quando pude de verdade perceber estava ali, com uma órfã de mãe em meus braços. Senti-me um lixo, por não ter condição de ajudar mais e senti vergonha de nunca mais ter voltado ali para me doar aos os outros. Quando veio a noite tentei disfarçar. Durante o dia tentei esconder, mas quando me peguei sozinho, decidi desabafar. Como somos escrotos, putos e farristas. Sim eu e metade desses que estão lendo cada palavra desse texto e repudiando meu tormento. Bom na verdade não quero dar lição de moral em ninguém. Não cabe a mim essa maldade, mas cada vez mais estou aprendendo que de verdade. No final de tudo:

O mais importante será sempre as pessoas e nada mais.

Volte a pular, tempo.

Queria a leveza de voltar no tempo.
Quero o momento de amar de novo.

Sem asa,peito e coberta.

Só tempo. Para recompensar o tempo perdido.

A dor ensina o homem a viver.

Quando busco me perder na solitude. Encontro-me em devaneios de inquietude. Eu,enfim eu posso cuspir mentiras aos quatro ventos, mas como posso me enganar ao escrever¿ Quando minhas mãos, essas, sujas de pudor vêm tocar a minha alma numa doce tentativa de tentar respirar; entendo que é melhor que me cale, é realmente melhor que me cale! Para que eu entenda, que nem só de dor vive o homem, mas com a dor o homem aprende a viver.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

"Sentimento não se divide"

Nunca escrevi,rabisquei ou desejei nada pela metade.
A metade não serve para nada.
Triste do que se realiza com a metade na esperança de que o outro
esteja satisfeito com a dele.
Alguém vai ficar sem nada.


Ei,fulano volte aqui...


"Sentimento não se divide"

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Frio Borralheiro

Nos dias frios qualquer saudade esquenta. Não pela sensação do toque mas pelo desejo de estar com a pessoa,lugar ou qualquer outro tipo de ser que na forma dessa brisa,arrepia este dia gelado. Transformando uma saudade em vontade de : Ter,fica ou ser.

Abraçado mesmo em pensamento.
Agarrado no próprio desalento.


Oh, frio borralheiro.!

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Amizade

Eu sou a corda da viola
Eu venho com a terra
Nasço com o sol
Escorro no teu suor
Aumento com a dor
Sorrio com o vento
Escuto pelo o peito
Eu sou apenas a tigela pela metade.
Mais com vocês me sinto:
Sem idade, cheio de novidades e com muita criatividade.
Eu conheço a liberdade com a mais pura verdade.
Porque aprendi o significado da palavra que completa a felicidade;

Amizade
Amizade
Amizade

E se eu pudesse guardar todos vocês do meu lado. Mesmo assim não faria.
Porque para ter bons amigos só precisamos de sinceridade.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

#Vinicius30anos



Hoje quem esta morto sou eu. Ele vive.

Para ser um quadro

Sopro doce



É bom se enrolar nas lembranças de uma saudade.
Abraçar forte e suavemente o desejo do tempo.
De voltar e ficar. E ficar.
A gente. Isso mesmo! "Nós" precisamos do cheiro.
De cama, relva, sopro, amor e bafo.
E hoje ainda com remelas recebo um pires com leite.
Veio de Benjamim, Manauara com ar de querubim.
Como felino manhoso, enrosco-me com suas palavras.
Como amigo saudoso, sinto saudade do seu abraço.
E como poeta de meia tigela.
Devolvo-te um pires com leite e canela.

Sem açúcar mas com um sopro doce.

Se dói ?

Se senti.Logo irá existir.
Mas se dói ? Se dói..

Perdoe, para que volte a existir.

A vida se entrega ao vento

Com o tempo a gente vai aprendendo que devemos caminhar. Com pessoas e sentimentos de vários ponteiros. Assim permitimos e fazemos abrigo nos momentos em que o tempo pára o mundo, o nosso mundo, mas depois do tempo só resta o vento. E com esta brisa de gente entendemos que respirar é viver para se entregar.

terça-feira, 6 de julho de 2010

Sem remos

Meu coração está sem prumo
Atraca e se fere
Navega e se perde
Meu coração está sem vento

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Tempo ao Tempo

Toda segunda feira pode ser uma chance para recomeçar
Toda semana tem sete dias para gente tentar
Já os meses se diferem e não podemos controlar
E os anos, os anos tem que passar para tudo recomeçar

Tempo ao Tempo

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Minerva

De Oliveira florida minha Minerva se faz procriar ....

Palavras na cama

As palavras ditas cama não devem ser como lençol de anão para gigante. Quando cobre o incesto descobre a moral.

A noite sempre fica fria ...

Teatro da Vida

Se eu vivesse no teatro minha vida seria um ato.Constante e inato pois todo dia eu criaria um novo personagem para minhas antigas dores.

A dor da partida

A despedida é a dor da partida, um sumiço breve para o aparecimento do desconhecido. A cada abraço saudamos o novo para memória do velho.

Todo dia um recomeço.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Redundância vital

Quer me deixar¿
Seguir, andar e cantar.
Quer me matar¿
Com teu calor e sabor de mulher.
Quer prometer¿
Deixar-me crescer, iluminar e ler.
Que me tocar¿
Rasgue, puxe e entranhe.
Quer ser mulher¿
Chore, ria e dance.
Quer ser capaz¿
Ouse, aposte e mude.
Quer ser uma foto¿
Pare, pare e pare.
Quer ser uma música¿
Sopre, suplique e grite.
Quer ser um amigo (a) ¿
Escute, escute e levante.
Quer ser uma poesia¿
Sinta, inspire e respire.
Quer esquecer¿
Descubra, permita e semeie.
Quer ser eterno¿
Escreva, escreva e escreva.
Quer ser paixão¿
Para a paixão não cabe descrição, apenas ilusão.
Quer ser ilusão¿
Minta,se engane e sofra.
Quer sofrer¿
Viva,respire e ame.

Quer amar¿

Faça tudo outra vez...

A outra vez:

Quer me deixar¿
Seguir, andar e cantar.
Quer me matar¿
Com teu calor e sabor de mulher.
Quer prometer¿
Deixar-me crescer, iluminar e ler.
Que me tocar¿
Rasgue, puxe e entranhe.
Quer ser mulher¿
Chore, ria e dance.
Quer ser capaz¿
Ouse, aposte e mude.
Quer ser uma foto¿
Pare, pare e pare.
Quer ser uma música¿
Sopre, suplique e grite.
Quer ser um amigo (a) ¿
Escute, escute e levante.
Quer ser uma poesia¿
Sinta, inspire e respire.
Quer esquecer¿
Descubra, permita e semeie.
Quer ser eterno¿
Escreva, escreva e escreva.
Quer ser paixão¿
Para a paixão não cabe descrição, apenas ilusão.
Quer ser ilusão¿
Minta,se engane e sofra.
Quer sofrer¿
Viva,respire e ame.

Quer amar¿

Faça tudo outra vez...

terça-feira, 29 de junho de 2010

Amigo do tamanho de uma casa

Eu andava pela calçada
Ela anda pelos ares
Eu pensava em voar
Ela queria trabalhar

Comemos...

Eu falei o que sentia
Ela escutou como queria
Eu tirei uma foto
Ela contou outra história

Sorrimos...

Ela me diz que beijou alguém
Eu suspirei outros cabelos
Ela gostou do presente
Eu do cheiro que ficou

Caminhamos...

E vamos continuar... Porque enquanto ela bater a cabeça na rua,sempre estarei com um abraço do tamanho de uma casa.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Palavras boas aproximam corações bons

“Há alguns anos atrás era costumeiro em terras amazônicas se namorar a beira rio, todos gostavam de se arrumar para ver as belas moças desfilarem purificando os ares com suas lavandas. E foi em meio a este cenário que Pedro conheceu Amanda, menina delicada que ganhava a vida com declamações de poesias. Todos os enamorados que desejavam impressionar suas pretendentes ofereciam cinco contos de réis para que a trovadora tomada por amor e fúria declamassem poesias do estilo "Orfeu". Era difícil para uma mulher ser elo de tantos encontros e sofrer desencontros dentro de si, mas foi então durante uma grande chuva equatorial que Amanda escondida por toldos de um velho teatro encontrou Pedro. Ele, um jovem ator que acabará de sair de mais reprovação. Seus diretores alegavam que faltava sentimentalidade em suas interpretações. Assim após se conhecerem Amanda resolveu ajudar Pedro e todo dia deixava recados em seus cadernos, maletas e roupas. Pedro agora muito mais motivado resolveu se candidatar a outra vaga no teatro da vida. Tentou ser namorado de Amanda, ensaiou por muitos dias um possível pedido e nunca achava que estava preparado. Então um ao mexer pelos bolsos no caminho de volta para casa leu um bilhete de Amanda que dizia assim: “Se esse bilhete mesmo com a distância te fizer feliz retorno ao seu lado a cada sorriso que nasce de ti”. Cheio de #coragem correu ao coreto da praça e surpreendeu a todos inclusive a si ao declamar seu amor para Amanda. Está que nunca se cansou de oferecer boas palavras aos outros. Agora ganhava um poeta inteiro para si”


Bem ao Bem

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Fuloreguido

Vai Guido e sua história
Vai contar pra quem?
Quem fica é que ouve clara
A alma tua alma de bem
Que faz a mim
Ouve, só (h)ouve
Fala, em letras que juntas declara
Fuloreguido (3x)
E nasce pro mundo e pra mim
Fuloreguido
E nasce pro mundo e pra mim.



“Fuloreguido” – Maiara Rio Branco

Recebi essa letra e melodia como um presente de Maiara para o conto Guido Flores.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Amantes X Amados

Em um grande espetáculo do jogo da vida se apresentavam de um lado os amados e do outro os amantes. O juiz apitou... Prim!!!! E começou a grande partida, no lado dos amados destacavam-se: Amor, Solidariedade e Paciência já no time dos amantes as melhores camisas são para: Desejo, Atração e Paixão. Todos os expectadores desse clássico não conseguem entender porque nesse jogo não há tempo limite, mas sim tempo do “existe”. O tempo há de ser medido pela existência das possíveis possibilidade para a saudável convivência entre os dois times. Torcedores existem como em qualquer outra modalidade, a diferença, é que todo os interesses se misturam com o objetivo de confundir a explanação de “apoiar/boicotar” .

"E assim continuamos a jogar e torcer...
...sem saber quem vai ganhar ou perder."

Assim sinto e não penso.

Empatou?

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Breve Tormento

O telefone tocou desesperado atendi antes que fosse tarde. Apesar de tarde ser, fui à própria ouvidoria para um coração estremecido. Escutei verdades e facetas também, por toda essa ligação intensa procurei encontrar meu lugar. É sempre assim: Em linha cruzada, todos tentam olhar os culpados, mas ninguém consegue estender a mão para ajudar o outro atravessar. Fiquei de um lado da rua e "eles" do outro, nos olhamos e partimos. Vire-me na esquina e pude observar pela janela de minhas pré-disposições que um esperava pelo outro.

Quando por si desligou o enredo desse tormento.

Um continuou andando e dois continuavam pensando em andar.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Mochila de mágoas

Ali perto a beirada do Rio de Barro havia um sábio, certo dia um jovem mochileiro resolveu perguntar ao pensador. Por que ele sentia tanta dor ao carregar as tantas lembranças ruins que nenhuma utilidade teria nessa travessia.

Após atirar duas pedras nas águas barrentas o velho sábio perguntou ao jovem:

- Quem afundou as pedras? Eu ou este Rio?
- Quem carrega suas mágoas? Você ou sua mochila?

Verso ao Inverso

São dois versos em meio a todas as letras. Quando um vira a folha do outro, começa tudo de novo.

domingo, 6 de junho de 2010

Confissão do desapego

Confesso que ultimamente amar tem sido tão difícil, todas as dores e cores entraram no pior estado possível para experimentação. Minha sensação continua de "mono-bloco" cega e não oferece um segundo olhar sobre tudo que é presente. As palavras e desejos que escrevo nada me oferecem além de refúgio, todas se transformaram em números para uma inútil tentativa de acelerar o tempo, o meu tempo;

De quem estou tentando fugir?

Paz e desapego fazem parte dessa caminhada... Sempre nova

sábado, 5 de junho de 2010

Ninguém é Alguém

Nessa vida de dois patos, ontem resolvi um tirar um retrato.
Vi-me um pouco cansado, triste e calado.
Meu retrato nada me disse!
Sentei e esperei por uma voz que nunca chegou.
É melhor pegar o trem.

“Antes que esse ninguém que tudo me disse vire alguém.”

Sufrágio da consciência perdida

domingo, 30 de maio de 2010

Devaneios no Aquiry

Quem quiser rir um pouco de mim.

Assista:

www.videos.ac.gov.br/?p=22115


A matéria está no timeline 13 minutos.

#poetademeiatigela

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Amar vem do mar...

Há 217 dias estou no Mar.
Há 217 dias estou sem Ar.
Há 217 dias perdi a sorte.
Há 217 dias não vejo o norte.

Com tanto tempo fora da terra, ser ver a minha bela e amada mulher começo a me sentir em um continuo naufrago. Tanto, que tento de todas as maneiras hastear as velas do meu peito em súbito desejo de fugir do oeste de meu medo. Aqui nessa tripulação do "eu marujo" muito aprendi.

E continuo navegar;

Por outras águas sem me esquecer o mar que me ensinou a Amar.


Poeta do Mares, Manoel Pescado

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Ficar só é estar perto de si.

A verdade sobre a inspiração

Liberdade sussurrou ao escravo de si mesmo

Eu quero voar além das fronteiras do meu ser e desbravar toda a terra vermelha que saí de minha boca. Não posso me submeter a venda dos meus sonhos por uma meia dezena de mentiras e ilusões.

"Sou o senhor do meu caminho"

Assim quero tocar as pessoas, beijar suas dores e amar todas as cores. Nada posso querer por oferecer esse caldo ralo de letras que só deseja alimentar a alma de alguém.

Sou você em meus temperos e se teu corpo deseja ter uma alimentação balanceada é bom começar a me contar suas dores e quem sabe!Eu até possa transforma essa receita em algo que alguém possa digerir e principalmente; sentir o bem dentro de si.

A cada pessoa que vejo nasce um novo personagem e me pergunto: Qual a sua história?

Quantos contos, crônicas, poemas, romances, biografias e obras de ficção existem na maior biblioteca do mundo.

Não mais do quê nas prateleiras de vento que é o mundo em que vivemos.

- Oi muito prazer?

- Posso escrever sobre você?

- Por que não escrevo sobre minha própria história?

- Confesso. Eu não existo, sou apenas a parte de você que a sua moral não tem coragem de exprimir.

Minhas desculpas...

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Acorda Bonafa

Meu coração sussura quase espia por ralo semi-aberto
Esvai mas não seca. É cheiro do meu canto que só quer desatinar
Ando ....ando e paro. Não por motivo de afago mas por meu querer passarinhar
Pobre do coração que mente e sussura no vazio de um desalento

Só aprende a querer o que não pode.

E pode querer aprender o que não quer.

Gostaria mesmo de uma borracha para que mesmo que entre tantas bonafas, eu ainda consiga gritar.

Que me parte á mente mas não me deixe para de sonhar.

Acorda...........

terça-feira, 11 de maio de 2010

Ariane mulher

Ariane se soubesse como é forte o desejo
De homem sofrido e calejado
Sozinho, sem ninho e berço alado

Ariane canta aos ventos os teus segredos
Chora calada por meu peito
Linda mulher em desespero

Se pra você não serei nada. Um filho eu te dou.
E flor do amor, tocar das mãos
Te ver tão linda de lua.

Chora! Porque sabe que ao sair por esta porta
Não me verás a qualquer dia a qualquer hora
Perdão
Por iludir seu coração.

Ariane teus cabelos molhados de desejo, teu beijo com cheiro de queijo e o porco sentido do medo. E a morte falando no ombro e a vida pensando no ontem e relógio voltando no tempo e a criança chorando sozinha. O marido dormiu na vizinha e você sofreu... E você sofreu.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Maria Eunice

O poeta Chico Pombal me ligou e disse repentinamente:

- Amigo Rodrigo, por favor, preciso ajudar Maria Eunice. A pobre é manicure do salão "unhas pra que te quero" tivemos uma epidemia nas águas do Rio e todas as mulheres da sobral estão perdendo as unhas. Maria Eunice anda desesperada por um novo oficio. Sem dinheiro já pensou até em se prostituir.

Do outro lado da linha confesso que assustado fiquei e agora como seria a vida de uma manicure que não havia mais unhas para pintar e cortar.

- Chico deixe-me pensar! Tentarei encontrar uma solução, mas não deixe que Maria Eunice se venda por dinheiro algum nessa vida.

Fui então caminhar pelo centro da Sobral e observei que todas as mulheres andavam com as mãos enfaixadas. Os resultados dessa epidemia foram desastrosos. Com as mãos cobertas de pano as mulheres não acarinhavam mais seus amores e filhos então todos estavam sedentos por uma simples "tocar".

Peguei uma pequena catraia e subi o rio contra a correnteza; quando cheguei perto da nascente avistei uma placa com a seguinte escrita:

"Para todos aqueles que não enxergam a nascente de seus problemas o destino é perder as unhas com tempo."

Logo pensei em mudar a frase com pedaço de pedra.Assim risquei o curso do rio:

"Para todos aqueles que não enxergam a nascente e o destino do rio. A vida é perca de tempo"

Rapidamente voltei a Sobral e avisei Chico Pombal que sempre reunia todo o povo na praça para comunicados importantes.

- Meus amigos se aproximem que um avisou eu irei gritar
Trata-se de boa coisa para essa gente sem unha para cortar
Descobrimos que as palavras podem mudar o curso do rio
Mas esse povo precisa saber aonde quer chegar

Por favor, peçam desculpas ao rio e prometam que por todos os dias de suas vidas irão caminhar como as águas.

Sempre...sempre ... sempre de encontro as outras águas.

Vamos molhar uns aos outros.

Maria Eunice que era manicure hoje virou "de-ter-Gente".

Cuidar do amor

Era manhã quando foi anunciado pela janela do mundo:

- Amanhã da proa sudoeste virá uma brisa que deixará gelado os corações da floresta.

Todos ficaram assustados exceto uma moça.

O nome dela o qual não se pode revelar está escondido entre o traço de uma boca perfeita e os cabelos que vento deseja tocar.

Após muito pensar a tal moça resolveu bater a porta do velho poeta da cidade, muito acanhada decidiu levar consigo uma planta para semear o coração do escritor.

Quando parou em frente a porta que estava entreaberta escutou:

- Entre, para a planta que deve ser um ramo de amor perfeito há um vaso na beirada da lareira. Pode colocar por ali. As plantas precisam de calor para crescer.

A moça navegou em assoalhos de Amazônia que revestia a casa e após ter colocado a pequena flor perto do fogo teve logo o anseio de fazer a pergunta ao velho.


Quando movimentou os lábios para colher as palavras o poeta repentinamente levantou-se e sussurrou em seu ouvido.


A flor que você trouxe acabou de morrer queimada pelo descuido.


Cuidar do que se ama previne o frio e deixa mais gostoso o calor.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Jandira Peitoral

Subi no caixote de rodas bem perto á sobral.
Fui visitar Jandira dona de um belo peitoral.
Comprei dela algumas gamelas e receitas para acabar com meu bem e mal.
Olhando-me da janela acenei para ela com braço em forma de tchau.
Depois joguei tudo no quintal da velha vizinha.
Vou dizer que fui assaltado para ver e rever a minha bela Jandira peitoral.

Mamama ... Lêlê ... êêê!

E se me perguntarem qual a moral deste sarau.

Digo-vos:

Não sou safado apenas nasci e cresci no pombal.


Poeta, Chico Pombal.

Palavras quentes nas águas de um rio.

Certo dia um mago da floresta ensinava um jovem aprendiz na beirada do Yaco.

A lição era sobre algo que queima uma espécie de fogo que vinha de dentro do peito, mas poderia ser transmitido ao outros com palavras quentes.

Entusiasmado o jovem praticou no espelho do rio durante a noite inteira.

Ao amanhecer o sábio tomou um susto.

Todos os guerreiros do Vale Yaco e Purus estavam reunidos para a grande batalha e receberam através rio o chamado do jovem aprendiz.

Que aprendeu que as palavras quentes são capazes de tocar as pessoas mesmo através das águas.

terça-feira, 4 de maio de 2010

Pastor, Padre e o Pedinte.

Um velho sábio que morava no seringal bom destino já ciente que a morte se aproximava mandou chamar três pessoas para transferir toda a sua sabedoria. Entre os três havia um grande escolhido. Os discípulos buscaram dentre as áreas que mais houvesse sabedoria nesta vida.
Então foram selecionados:

- Pastor
- Padre
- Pedinte

O velho perguntou ao pastor: - Se o senhor tivesse que me dar algo muito valioso em troca de toda a sabedoria deste vale. O que o senhor me ofereceria?

E o pastor respondeu: - Toda a fé de minha Igreja.

Vá em paz bom pastor. Disse o velho sábio.

Então perguntou ao padre: E o senhor padre se tivesse que me dar algo muito valioso em troca de toda sabedora deste vale. O que o senhor me ofereceria?

- Toda a fé de minha igreja meu velho sábio.
Respondeu o padre.

Vá em paz bom pastor. Disse o velho sábio.

Enfim perguntou ao simples pedinte. E você meu amigo das ruas o que você me ofereceria em troca de toda a sabedoria deste vale?

Meu velho sábio eu não tenho nada a oferecer a alguém tão inteligente quanto o senhor. Peço-te que leve a minha vida e compartilhe a sabedoria que me doaria aos irmãos. Para que o Pastor e o Padre possam alimentar com destreza a fé de nossa igreja.

O velho sábio resolveu então seguir o conselho do pedinte que agora se tornara um novo sábio.

Nem sempre é bom saber de algo que não precisamos saber.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Não ame seus amores! Se eles não souberem amar.

Subi no banco da praça e gritei:

Filho da puta volte, mas não cale!

Ele que fingia ser outro. Olhou-me com desgosto de um ex-amor, indiferente e intrigante como os comentários de sua mãe. Oh velha moribunda que de maneira oriunda não se cansou até sufocar aquele sufrágio de amor que vivia em mim. Só em mim!
Por que em seu peito nada. Nunca!E nem em qualquer outra época remota pode ter sobrevivido algo que necessite de amor,calor e ar. O peito do homem é uma bosta. São sujeitos vazios com pintos de caramelos e nenhum sentimento em seus culhões.

Sai correndo não mais que ele e nem menos que ela. A moça! Uma potranca de formas perfeitas, mas com um cara pálida e seios cilíndricos. "Onde será que ela fez?"

Fugimos os três atrás saudade de cada um.

Após muito correr decidimos nos casar!

Hoje temos 18 filhos.

Joana que era uma égua virou uma porca, Zé Alfredo que era um corno agora é uma besta e eu Márcia, que era mulher...

... hoje:

Virei uma puta.


Não ame seus amores! Se eles não souberem amar.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Estamos a nos conhecer

Duas pessoas não podem ser ver.
Apenas a primeira.A outra apenas reconhece o olhar.

E foi assim:

Um fingia que via e o outro que reconhecia.
Os outros olhares quase nunca eram percebidos
até que muito depois um braço quase que rente
ao corpo do outro infringiu o primeiro limite.

E foi assim:

Um toque, toque atravessado como beijo roubado
no tempo da escola que não volta. Só fica.
E veio o convite ao conhecimento da intimidade,
que vai nascendo entre dois corpos como figueira.

E será assim:

Enquanto crescer, padecer e morrer.

Depois não saberemos, ainda estamos a nos conhecer.

Puxa corda - Corda Puxa.

Vem com seu rebolar mulateiro minha morena de corpo pequeno.
Dança e não se cansa de sarapatear.
Diz o que quer e se cala em querer pensar o que a moral não te permite.

Vem corda...

Com aquela vontadede ser corda lisa, que não amarra só liga e fortalece.

Corda minha prenda me liberta é corta a minha corda.

E me enrola.

A personificação do personagem...

Olá meu nome é persona.

Na verdade não existo sou fruto da imaginação de quem me descreve.
Estou procurando um corpo para incorporar e então vivenciar esse mundo que tanto escuto falar.

Se vocês souberem de alguém que gostaria de viver um personagem.

Por favor pensem em mim!

Está é a única maneira de intepretar vida sem perder a ficção de vista.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Café do saber

Ao tomar café pela manhã me lembro da escola.
Ao passar por uma escola me lembro do café.

Conhecimento se bebe sem açucar.

O amor do amantes

Quando rente ao desmantelar da poética, rola o pranto que nem tanto dói como observar algo que já foi seu e já se foi.

A esperança não é amiga dos amantes.

domingo, 25 de abril de 2010

Um beijo de verdade

Quarenta e cinco minutos, milhares de calorias, salivares e quatro olhos bem compadecidos.
Do começo ao final, também precisaremos de duas bocas.
É o necessário e quase fundamental para se dar um beijo de verdade.
Um beijo que atravessa a dor,enfatiza a cor e destrói o pudor.

Começamos pelo entrelaçar de dedos pelo âmbito cervical.
Quando menos esperamos encontramos o olhar e o silêncio.
Narração que para esta não há descrição, foca o coletivo:
“presságio”

Logo se encontram duas janelas da alma.
A porta aberta convida o desconhecido para entrar com os pés na paixão e
jogar embaixo do tapete toda a mágoa da solidão.

Uma pausa. Então se suspiram...

Vira e aperta; faz-me sonhar

Um beijo, somente um beijo por um beijar somente teu que seja meu.
Então te Beijo.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Uma experiencia incrivel..

Me levou pela mãos sem tato
Por palavras me deparei com o que mais temia
Quando percebi esta ali
No meio e não havia modo de me retratar
Fechei os olhos e pude escutar o estalar de dentes de alguém
Respirei fundo e me deparei com um texto que não saberia escrever
O silêncio não poderia me pertubar,nunca senti tanta paz em experimentar

Apenas agradeci ao meu bem ao bem.

Por mais uma vez escrever e interpretar a vida que desejo viver.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Garrafa de Xerox

Havia um escritório no ultimo andar de um centro empresarial muito requintado.
Sempre cheio de segunda a sábado com muitos funcionários e muitas atividades. Trocavam serviços por dinheiro. No canto do escritório havia um bureau, ali muitas vezes os trabalhadores se encontravam para conversar e desabafar.
As 18hs horas todos corriam para suas casas então o escritório sentia a calmaria durante a noite, más um detalhe tem de ser contado.
A copeira servia um café quentinho na hora do adeus, um cafézinho sem açúcar daquele com sabor de bom dia, porém dizia boa noite, colocava ao lado da maquina de Xerox e adeus ela dizia.
Maquina de Xerox: Oi café, to tão cansada hoje fiz muitas copias, li muitas histórias, vi muitos documentos estou exausta.
E a garrafa: Poxa Xerox. Eu estou cansada também fui usada demais hoje. Acho que esses humanos tende á morrer caféinados..., estou cansada de servir café quero experimentar outros líquidos. Gostaria tanto de beber um pouco de água, o copo de vidro me disse que ela não tem gosto e não tem cor. Dever ser maravilhoso tomar água.
Maquina de Xerox: Garrafa eu sinto a mesma coisa que você, eu leio tantas historias, vejo tantos documentos, mas não posso escrever.Tenho tantas historias a compartilhar mas não sei como contá-las
E a garrafa: Máquina eu tenho uma idéia, você imprimi suas idéias eu vou colocas dentro de mim assim os humanos as tomaram junto com café e eu poderei experimentar seus sentimentos.
E assim fizeram a Xerox criou vários textos sobre as pessoas que trabalhavam no escritório, os dois colocavam as paginas dentro da garrafa e passaram a observar os tomadores de café.
Escutavam todos os dias comentários,
- Como esta sensível esse café.
-Nossa que lindo tão quentinho como um abraço.
- É forte e ao mesmo tempo e suave como o amor.
-Que docinho hum! Como um beijo de uma criança.
O ambiente de trabalho estava super saudável, o café feito com amor e as criações da maquina de Xerox, que depois de tanto apreender com as historias dos outros, agora tocava dentro do coração de cada um no escritório.
Os antigos colegas de trabalho, agora já viraram amigos e aprenderam a servir e a escutar.
A máquina e a garrafa transformaram uma pequena empresa em uma família, porque o amor...
O amor é contagiante.

Eu aí...

Vem cá, senta aí e escuta um pouco
Oh meu amigo
Por ela me doei e ela nem se doeu por se entregar
Oh meu amigo
Sentai aí rapaz, não vá agora não
Oh meu amigo
Esse samba sofrido é quase um abrigo para um perdão
Oh meu amigo
Não pedi a conta não
Oh meu amigo
Seu eu pudesse rodar a mesa na cabeça de alguém
Oh meu amigo
Espera aí...aí mesmo,que por aqui ficou eu.

Eu aí.

Oh meu amigo....

terça-feira, 13 de abril de 2010

Piores Vogais

Nunca pensei que uma palavra fosse engasgar nas sálivas de meus dedos.

Uma coisa tão pequena mas que martelou as teclas como se fossem pregos em cumaru-ferro.

Eu sei... eu sei..

Não existem vogais piores que:

O - I

Para quem não aprender ler:

A-D-E-U-S

domingo, 11 de abril de 2010

Mulher que faz um homem escrever

Se deitou
Eu me deitei

Foi bom,quente e saudoso.

Ela dormiu
Eu acordei

Feliz em ver uma bela mulher vestida de lençol.

Ela abriu os olhos
Mas não despertou

Continuamos sonhando

Ela se foi.
Não sei se volta ou se apenas se transformou em uma poesia.

O tempo da poesia não sente dor é apenas uma saudade.E saudade não é dor pois tem cor de amor.

Por isso:

Bela as mulheres que fazem um homem escrever.

Amando outra....

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Coragem é não ter:

Coragem é não ter:

O quer perder - Do que sonhar - Me faz viver - Para Chorar.


Coragem é não ter:

Porque sofrer - Á quem torcer -Em padecer -Por não querer.


Coragem é não ter:

Um azedume - Como um cardume - Á navegar - Em outro mar.


Coragem é não ter:

Porque falar - Sem si calar - Para sonhar - Em não ter.


Coragem é não ter:

Pudor - Por um amor - Que se perdeu - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - E não voltou ... mais.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

O peso da vida

O que seria de mim se continuasse assim...

Sendo o mesmo, o próprio e continuando eu?

O que seria de minha poesia se não fosse os dias tristes?
O que seria de minha mãe seu fosse um anjo?
O que seria do mundo se não houvesse as tragédias?
O que fariamos se todos fossem bons ?

Me cala e espanta a voz desse mundo.

Que não sabe aprender na derrota e desconhece a vitória.

O mundo vive de empate!

Mas quem sabe olhar um empate como balança. Sempre alcança o sentido de saber viver.

Sem pesar a vida.

domingo, 4 de abril de 2010

Amar,amer,amir,amor e amur.

Eu tenho uma vara para pescar
Eu tenho uma caneta para escrever
Eu tenho uma arma para matar
Eu tenho uma dor para sofer

Eu tenho uma terra para amar
Eu tenho uma mala pra guardar
Eu tenho um estado por lutar
Eu tenho um jeito Acre de viver

Eu tenho uma saudade para sentir
Eu tenho uma esperança para aguardar
Eu tenho um sonhor para dormir
Eu tenho motivos para acordar

Eu tenho uma mulher para gestar
Eu tenho uma filha para nascer
Eu tenho um pão para comprar
Eu tenho contas á pagar

Eu tenho amigos para beber
Eu tenho colegas para comprimentar
Eu tenho irmãos para desabafar
Eu tenho pessoas para amar

Eu tenho uma mente para criar
Eu tenho um objetivo há cumprir
Eu tenho uma batalhas para vencer
Eu tenho a minha poesia para perder



Eu tenho motivos para sorrir

Emoções que ainda estão por vir

E apenas um desejo:

Amar, Amer, Amir, Amor e Amur por nós!

Meu Acre.

quarta-feira, 31 de março de 2010

Minha última frase tem de ser um grito

Eu to voltando para casa, não, por favor, Lê de novo,
Eu to voltando para casa!
Nosso lar sempre é o lugar que escolhemos para morar,
Mas quando é a cidade que te escolhe?
Eu sou menino gameleiro e amo “meu” lar de Rio Leite.

Aqui a floresta é mais verde, o sol é mais quente e a saias são mais curtas
Bela cidade ribeirinha. Hoje retorno a teus bosques com outros ares
Rio branco me recebera de uma nova maneira.
Como uma mãe que olha pela janela o retorno do filho amado.

Acordar nesse berço de artistas e como um dia frio
Dormimos de meia e pisamos em assoalhos de Amazônia.
Hoje quebrarei o dito, minha ultima frase tem der um grito.

“Puta que pariu como amo minha Rio Branco”


Paris, 23 de janeiro de 2009

Galhos secos e pedras duras

Trabalhar no campo é como viver um sonho
Despertamos o corpo para a natureza,
O leite é mais leite pela manha o café é mais café nas madrugadas
Varremos a terra na esperança de remover as folhas secas.
De nossa labuta.

Não há farda porque vestimos nossa pele de hora com camisa e outrora sem roupa.
Nosso relógio e o sol que marca os compromissos sem nos avisar.
Tomamos banho de chuva ou na velha bica que anos corre água .

Regamos as plantas em forma de Mão.
Porque nem só de pão vive o homem e nem só de água vive a natureza.
E preciso amor, dedicação, afeto e perseverança.

Choro em ver os porcos, pois são fracos
Comem galhos secos e pedras duras.
Somos Porcos.
Comemos o que não devíamos e passamos todo tipo de cheiro e óleo no corpo para esconder o nosso cheiro de porco.
Damos o nosso lixo para suínos e após sua a engorda o a abatemos
Sem qualquer piedade.

Se formos o que comemos
E comemos o que não queremos
Somos o que Somos
E não o que queremos

__

Dedico esse devaneio ao meu amigo Janu, um alucinado que tem compartilhado muito comigo por um ideal de ser o que queremos ser....


Rodrigo Pires

terça-feira, 30 de março de 2010

Qual e a tara da alma?

Pesa, Pesa balança coloca em cada colo uma medida seja aflita ou doce, tem o mesmo peso. Só muda o corpo e a alma. E a alma? Qual e a tara da alma? Meio quilo de espírito ou 500 gramas de áurea?
Qual e a tara da alma?
Que pesem, repensem e acreditem!Nem por libra uma balança se vende.
Adultera-se, mas o adultério nunca e esquecido é galho de marido traído que engole no fundo do copo americano uma água, difícil te tragar... Engole .. ; Estupro a laringe com água ardente para rever no fundo do copo o rosto dela, mas só vejo reflexo de minha própria falta de amor.
Dizia o `poetinha`, uma garrafa de uísque é o melhor amigo do homem é como cachorro engarrafado, que late e chama o dono ,amargurado de camisa aberta e peito em pedaços se amarra na própria gravata, de horas bravatas e agora instrumento do seu próprio tormento, se amarra ... De nó cego se balança então e pesado.
Na balança da vida, não há tara para sua alma.
Servido o presunto não e comido e exposto não e consumido.
Sua carne não vale mais nada.
Próximo rápido, a balança da vida não para.

sábado, 27 de março de 2010

a Vizinhança

A minha Vizinhança é esquisita, quando cala escuto o barulho mas quando fala ouço o vazio.
A minha Vizinhança não tem coração, quando se mostra esconde dentro de si o que gostaria de expor para cegos.
A minha Vizinhança dirigi mal, corre muito quando o sinal está fechado e vai devagar na vontade de depender da outra faixa.
A minha Vizinhança, veste a bandeira de um Deus quando não existe um Deus dentro de do teu próprio "eu".
A minha Vizinhança me pertuba, me tira o sono e me faz escrever loucamente outro livro inteiro.

A minha Vizinhança é o reflexo do repúdio que tenho a minha pessoa.

Adoro minha Vizinhança! Principamente quando nos encontramos e pergutamos quase auto-afirmando:

- Olá, como vai?

- Tudo bem!

Um dia vou responder :

- Não! não estou bem. Você é um vizinho que gostaria de jogar lixo mas não consigo ser tão "assim" então por favor entre e tome um café comigo.

- Ohh vizinho(a), tem açucar na sua casa?

Poesia dos amigos de cada dia

Vou fazer uma poesia, aqui agora por nós.
Um bando de loucos discutindo o que podemos chamar de indiscutível.
Queremos saber o que a vida tem ha oferecer diante do tempo que
aqui vamos perder.

E se a vida pudesse respoder diria:

- Te ofereço apenas um dia de cada vez para que você possa nascer


- Todo dia....

____


Escrevi esse devaneio na mesa de um restaurante ontem a noite durante um encontro com Zílio, Charlene (o qual dedico por aniversariar este é meu pequeno presente),Sol, Sandra e Leon.

Um bando de gente doida que gosta de gente!

sexta-feira, 26 de março de 2010

Bebendo comigo

E quando chega sexta-feira, sorrateira como é esse tal dia libertino.
Temos vontade de chegar em casa apenas no raiar do outro dia e fugir no começo da noite anterior, dormimos então quando desperta o labutar.
O que poderia ser ? Que tanto intriga essa minha gente que bebe sem querer sofrer e já sofre por ceder e se perder no fundo etílico de uma ilusão que nós saboreamos viver.

Mais uma dose por favor!

Nessa mesa senta eu, tu e meu pobre querer de te desejar bem.

A conta por favor!

Quem paga essa conta sou eu e a minha vontade de te matar também!

Mais uma!

-Vou pagar couvert pra fazer tudo outra vez.

quarta-feira, 24 de março de 2010

Cuspo!

Ando muito cansado deve ser o trabalho; não.

Pode ser que seja o stress do trânsito; também não.

Quem sabe então minha abstinência de cafeína; acho que não.

Pode ser porque aqui em floresta verde vida não tem muitas peças de Teatro;
sinceramente não.

Que seja então porque se foram Os Nerudas, Moraes, Lorcas e Drummond's; não que seja sim e sim que seja não.

Será porque a oposição é burra; minha mão esquerda digita um não mais torto que minha venta.

Conversando com uma amiga enfim descobri!Deve ser a minha cama que mudaram de lugar e por isso perco tanto sono.

O quanto nos tornamos tontos em querer enganar o nosso próprio abandono

Não ficaria surpreso em abrir um biscoito da sorte com uma frase(prognóstica) pronta que diria:

sorte do dia:

" Corra atrás do impossível, vença seus medos e seja feliz"

Queria ser um pouco Juvenal Antunes e antes que engolisse o biscoito com papel e tudo até pensaria que o meu cansaço é realmente a falta da uma metade que me faça sonhar e perder o sono.

Cuspo!

segunda-feira, 22 de março de 2010

Bem

Você pode ter dois caminhos para viver
Pode achar que não vale a pena sofrer ou pode crer que dá para ser e oferecer

O bem ao bem a alguém mesmo que esse "algúem" não seja ninguém

O que é do bem. É do bem

sábado, 20 de março de 2010

A poética da perca infinita

É tão
Tão pouco é
Sofrido esse desarme
Calado esse aclame
De estar compadecido
Entristecido na chama que me resta de um amor

Eu sinto
Ninguém sente
Desse amor de repente só a vontade fica
Pobre das lágrimas que clamar um amor morto
Na minha face só escorro o "puta merda"
Do amor não vivido

Resguardo
Dores, pensamentos e alusões
Quero tanto te ver e não te ver nunca mais
Esse subitâneo refugiar ilícito do: eu não que não sei viver
Que só pede e não carece
De uma chance de amar

Aqui nesse “informátirio”
Do desamor apenas sofro
Em saber que tu se prendeu
E ira se casar com alguém que
Nunca mereceu o amor teu
Durmo e acordo sem fim
Apenas morro por ti e por mim

Sem saber porque morri

sexta-feira, 12 de março de 2010

Para que gastar uma poesia

Para que gastar uma poesia
Porque dar meu tempo a um pedaço de papel branco e vazio por dentro e por fora
Essa vontade que toma conta de mim não me pergunta nem agride
Mas só me resta uma dúvida!
Sou eu ou o papel que precisa de poesia para viver¿
A mim ou a ele resta esse vazio por fora¿
Por dentro só pulso tinta vermelha querendo fazer orelhas de burro
Nas páginas de uma poesia alucinada
Transtornada por ser um verso na imensidão de tantos outros
Mas que sente o viver de cada linha a soletrar ao teu ombro
Um choro de abandono.

Saudoso o tempo da poesia. Por elas....

terça-feira, 9 de março de 2010

Não queremos nada

Quando pensamos que já queremos tudo.
Vem a vida e nos mostra o "Nada"
Nada quando queremos o tudo e quando tudo não queremos nada
Só resta o teu "eu" dentro do quarto
A luz por entre a porta semi-aberta não é ninguém ao não ser tu mesmo achando
Que alguém olha por ti

Pobre de nós que choramos por quem nunca chorou por nós.

segunda-feira, 8 de março de 2010

Sem as mulheres

O mar e a maré
O homem e a mulher

De Marias, Júlia-e-Anas
Das Stellas, Dani-e-Elas
Da pequena Bela,a petit Emillie,os olhos doces de Laís ao sorriso de cristal de Laurita.

Não vivemos sem nossas mulheres
Por elas nascemos;Por elas nascerão o futuro de nossos homens


" o homem é a cabeça mas a mulher é o pescoço do homem"


A todas mulheres o meu obrigado.O que seria da música,poesia e a arte sem vocês:

Apenas um livro chato, um verso sem rima e a arte sem cor.

Por vocês vivemos... por vocês.

terça-feira, 2 de março de 2010

Boas palavras

Prometi que hoje não escreveria

Hoje não sou amigo das palavras, elas me deixam tonto,torto e sem fôlego
Mas o pior é que "essas" palavras me fazem chorar



"Boas palavras não trazem sorrisos.Sim,lágrimas de felicidade"

segunda-feira, 1 de março de 2010

Cura Tudo

Não adianta dizer que não;
A poesia cura tudo e ponto final
Pinto mucho, remela seca e até traição


Uma alma sem poesia vaga podre e morre nua

A verdade nua e crua só pode ser curada com poesia, um pouco de poesia e ponto final

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Poema Infinito

Esse poema tem uma única função
Ser infinito
Como transpor as barreiras do tempo;
espaço,calor e afago com as palavras rimadeiras
Como seguir os ensinamentos do "Duende Verde"
Que tanto fala do ventre seco de "Yerma"
Do peito de pedra da mãe que não possui vida
Que chora as bodas de sangue aos pés de laranjeiras

O que eu poderia dizer de um poema infinito para Lorca:

apenas trovaria seu desatino "dorme cravo meu"

Lorca viveu e a morte o encontrou.

Mas nunca morreu... nunca!

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Eco

Eu queria chorar baixinho ...inho inho
Não minto eu quero gritar altão ...ão ão

Na verdade eu quero ficar quieto, só assim o eto eto...

Vira eco!

Calcinha Comestivel

Se eu pudesse te comeria
um dia ou uma hora
Se eu pudesse te cuspiria
no chão ou na cama
Seu eu pudesse faria um bocejo
no céu da boca ou no inferno lingual

Se eu pudesse engolir; esse papel molhado no meio de tuas pernas


Faria um poema dentro de mim ...


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Desafio

bom queria fazer um desafio as 540 q segue esse abestado aqui... Quero um tema para uma poesia agora!!! escrevo em 10 min!! #desafio 8 minutes ago


-@tkthehte- @piresrodrigo calcinha comestível!

-@piresrodrigo - @tkthete ok vamos lá 11:05

-@piresrodrigo - @tkthete ok vamos lá 11:10 - ok

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Menina Mulher

Uma mulher pode ser qualquer coisa além de um desejo
Pode ser uma agonia mas também um alivio
Pode ser uma perca mas também um ganho
Pode ser uma mulher mas também ser cruel
Pode ser uma deusa mas também uma cadela
Pode ser uma prisão mas também uma brisa

Uma mulher pode ser tudo que ela quer ser mas jamais deixará de ser o que ela é:


uma menina mulher.

Pouco de muito valor

Quando eu tinha 5 anos não talvez 35 não me lembro agora estava com 85.

Eu era vivo.

Quando eu tinha R$ 1,00 não talvez R$ 1.000,00 não me lembro agora estava com R$ 1 milhão.

Eu era pobre

Quando eu tinha um amigo não talvez dez não me lembro agora estava com trezentos

Eu era só

Quando eu tinha uma flor não talvez três não me lembro agora estava com quatro

Eu era triste.


Triste aquele vive de muito por nunca encontrar pouco de muito valor

a dor do amor

Quando acho que não sou eu
Percebo que a dor só vive lá fora
Aqui dentro um coração mora
Sem vizinhança, sem niguem para uma colher de açucar pedir
Não adianta gritar
A voz seca do dissernimento ecoa de fora pra dentro

Pobre de alguém que nunca amou ninguém;

De nada vale a vida sem amor

Mesmo que seja a dor do amor

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Teu nome te torna sábia

Desvia das calçadas, navega nas ruas, voa nas avenidas, e tu trovadora que canta o desapego dos próprios apegos, por isso tem medo e sente pudor, vive só pelo alvoroço dos moços deita-te no colo do leite prefere o afeto ao sabor do amor, amor fraternal!
Tens medo de criticar o teu seio, porque de peito aberto te libertou e se livrou de qualquer dor para que tu, somente tu cuidasse do teu próprio desatino.
Sem a figura do Imperador, do Anfitrião, do Arcano te vejo pelos cantos procurando se auto-afirmar, gargalha as faringes do teu tapete de Jocasta, navega pelo rio das renuncias, se priva de usufruir o que deseja, pelo humano receio de se castrar.
Joga os teus cabelos ao vento, sorrir...
Não te importar com as batidas do coração, coloca a ameixa na boca do cavalo, intrigado com o sabor o caballu quer relinchar ao mesmo se cala compreende que é como ganhar e perder, morrer e nascer.
Então que nasça, que viva que construa em frente à coxia historias de uma nova vida.
Seja palhaça, trovadora, anciã ou terra, mas que seja arte, por que teu nome minha índia...

Teu nome te torna sábia

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Curto, Médio e Longo Prazo

(Texto criado a pedido da Dra. Stella, Psicóloga e Analista Vocacional)


Stella, minha ouvinte. Pediste que eu escrevesse sobre os meus sonhos a curto, médio e longo prazo.
Assim feito escuta:
Em curto prazo, quero diminuir as distancias com as pessoas, quero tocar o publico com mãos de veludo macio como uma tapa na cara que não dói. Quero levar a arte para os pais e as crianças, que os pais respeitem seus filhos e apreendam que todos nos somos diferentes, que os filhos amem seus pais porque o amor é fruto de dedicação e afeto.

Quero parar o relógio para os namorados, criar um intervalo de tempo entre a paixão e o amor, poderia ater chamar isso de milagre temporal, que eles possam entender suas fugas para que não projetem seus sonhos sobre as pessoas que estão enamorando. É preciso se conhecer e ter amor próprio, só podemos dar para o outro aquilo que temos para nos mesmos.
Quero estudar... Estudar a vida, sentimento e o comportamento das pessoas até que eu possa me tornar sensível... E transmitir essa sensibilidade ao mundo com a arte, Arte Sensorial.

Em Médio prazo quero criar uma teoria, tarefa difícil no mundo contemporâneo que destrói as já criadas, quero ter uma Cia de Teatro, escrever vários livros e ter uma agencia de publicidade. Todos com a mesma filosofia “sentimentos a flor da pele”, quero uma filha! Chamar-se-á Cecília, Cecília Flores.
Quero ser do mundo!

Em longo prazo quero ser velho, velho sábio contador de historias, enamorado das flores. Quero subir ao palco de um teatro lotado e encantar o publico aos 80 anos ao final quero ver meus netos correndo pelo camarim.
E depois... Quero morrer. Morrer tomando uma xícara de café.
Pois estarei vivo em minhas palavras em meus sentimentos.

Sempre.

Remanso

Remanso pobre de rio
Remanso pobre do lago
Remanso pobre do mar
Remanso pobre de mim
Remanso pobre de ti
Remanso pobre de nós

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

apelitico

Oh meu amor se eu vir cantar um samba mesmo que que seja de bamba
Como as pernas da fulana que me beijou sem me tocar

Oh meu amor se eu vier falar das putas; astutas, saracutas e mudas
Andam por passarinhar e voam por se rastejar

Oh meu amor se me tu ensinasse a orar, por mudar um devaneio que sinto que não vou encontrar

Se pudesse apenas mudar as letras deste "apelitico" clamor

Gritaria o final em letras brandas

"Amor meu Oh"

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Não levamos nada

Do pouco era muito
No começo o amor bonito e instigante que nos leva a acreditar em um futuro cessante
Os apertos, abraços, as cartas e principalmente o olhar
O olhar de quem está para conhecer algo jamais visto por alguém da maneira que o
"eu&tu" se ver

Do meio era médio
O amor caia, se batia, o perfume enjoava e a poesia se calava
A alma morreu, o corpo vegetava e esperança dormia
O olhar fechado sofria por não enxergar que não existia mais nada

De tudo era o fim
Dos gritos, dos filhos da puta, dos canalhas e das beatas
Do perfume que enjoava, das cartas que eu rasgava e das fotos que queimei
Da poesia que nasceu com sabor de magoa e teor de lagrima
Dos dias que perdir apenas lamento

Tive que morrer para nascer

Pois viver com uma mulher que não sonha é apenas um cochilo na madrugada onde eu quero tanto acordar

E acordei, meu siêncio que se calava.

Despertou

O objeto e o objetivo

O objeto pergunta ao objetivo

- Objetivo porque me usa como objeto?

E o objetivo responde ao objeto:

- Tu é o que eu preciso para ser completo



Inspirado no grande devaneio de Friedrich Fietzsche

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

prateleira do viver

Estava caminhando por ai
Meio que nem aqui
Quando a vi
Com um jeito "all" de mim

Quando ouvi que gostas de escrever
Até pensei em morrer
Morrer de felicidade por te conhecer
Agora, somente agora que eu estou voando e sendo em toda plenitude

O que eu sempre quis ser:

Um livro antigo na prateleira do viver.

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Pino do painel de retrato

Eu tinha um pino de painel de retrato
O pino, que fixa e desfixa
Os retratos de quem sempre veio e já foi
O pino que sempre perfura hoje
me reclama:

- Se cura! precisamos de outra moldura.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Escoa os merdarianos

Escoa esse desandar errante
Escoa essa magnitude vibrante
Escoa essa chuva que não para
Escoa esse leve tapa prosiano
Escoa essa poesia vagabunda
Escoa nessa bunda:

- A merda de ser revoltar com quem não tem muito a somar e nada para se aproveitar.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Desperta

Desperta o dia da noite
a vida do outro
o copo vazio
o corpo doído
desperta

Desperta a voz da simbiose

Mesmo com sono a poesia acorda e diz;

"Bom dia" volte pra cama e sonhe com a sua "menina"

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Volta Medo...

A vida pelos cotovelos
O vento em teus cabelos
A boca em teus seios
o sabor do teu cheiro
Me dá medo.

O desejo de cair em letras
A mão ao ombro
O sorriso "retroverso"
A piscada remeleira
Me dá medo.

Esse dia de chuva
Sem água para beber
Essa fome de leite
Que escorre inerte
Me dá medo.

Essa saudade que bate
Ás vezes arde ás vezes morde
Essa mulher "estaneira"
Esse amor "matraqueiro"
Me dá medo.

Medo; Odoro sentir o calor do medo
Te sobe ao peito mais rápido que o sangue
Quando perdemos o medo de ter medo

Só nos resta o arrependimento de ter perdido o medo.

Injuriado

Injuriado ficou
Injuriado ficamos
Injuriado seremos
Injuriado vivemos
Injuriado nos vemos
Injuriado lembramos
Injuriado choramos por jurar demais...

Não jure só ame.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Vou fazer um pedido

Eu quero falar, mas não consigo.
Ninguém me escuta então escrevo.

Escrevo para me escutar, para me calar, para gritar e para me sentir.
Escrevo....
No papel, no teclado, no espelho, no seu corpo
Escrevo...
Será meu castigo escrever para a minha solidão ler e reler.
Ah, pobre palavra te uso sem direito e tu sempre sai de minhas mãos
Mas nasce dentro do meu coração, este que se comporta como uma
Estante de títulos ordenados Z á A, tudo errado ao contrário.
Ou,
Ou então estou certo, guardo assim porque gosto de ver a vida de trás para frente, porque nascemos para morrer e morremos para nascer.
Vou fazer um pedido!
Da próxima vez que eu morrer, dei-me algo para escrever para que minha solidão leia e releia antes que eu venha a nascer.

Rodrigo Pires
Marília – São Paulo 16 de julho de 2009.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Brincar de quebra nozes

Não é muito fácil brincar de quebra nozes
E quase que pedrajar nosso peito e depois servir em floar
Um sentimento inquebrável não se serve apenas sem reserva
Faz parte de uma barola, quase um perminio de vento e sol

Se o mar está pra peixe o que diria os navagantes se
tivessem que devolver ao mar os fisgados mais nobres
Nenhum pescador por mais inglório que seja tem por
peito a vontade de devolver ao mar aquilo que o azul te clama

Ou seja uma mulher que vem,só vem não volta nem vai!

Rodrigo Pires

O menino e o careca

O menino pede ao careca um pedaço de mel
O careca menino pede ao menino uma navalha
Juntos o menino e o careca vão atrás do mel
O menino pergunta se o careca esta feliz?
O careca responde:
Não, falta um menino dentro de mim

O careca se ergue e sem erro acerta duas navalhadas
O menino se assusta quase ficou careca
Calma menino – disse o careca
- E cana de açúcar melhor que essa não há nessas terras

O menino e o careca se sentam
E no doce degustar de uma cana de caldo caiana
Viram seus rostos no espelho d'água
O menino havia virado careca
E o careca havia virado menino

`Dedico esses versos ao meu avô Tião Careca que sempre será um menino careca`

Goiás Velho ,11 de julho de 2009

Rodrigo Pires

domingo, 24 de janeiro de 2010

Apenas

Desta noite resta o apenas:

Apenas a vontade de amar e ser amado
Apenas o querer e ser tocado
Apenas um viver que não sabe onde nascer
Apenas uma paixão que toca sem saber o que
Apenas uma mulher
Apenas um ventre
Apenas um cabelo dourado
Apenas uma pele branca
Apenas o amanhecer tão previsível
Apenas tu e eu
E eu em tu, apenas.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Meu pedaço de carne

Ela nem nasceu e já a amo...
Amo, como flor que tem que ser
A cada despetalar da idade florecida
Meus amigos me perdoem o desatino ou até mesmo o pobre devaneio
Mas essa paixão ei de relatar:


Trata-se de uma flor pequena
com uma mão que nunca vi
mas posso sentir com o desejo de pai
que ama e quer uma filha

Ela e tão pequena um botão de flor
Vem andando com seu pequeno "caulinho"
Meio que sarapateia quando ver o meu "eu"
Um velho abobalhado e também apaixonado pela filha que tem

Um dia se casa no outro dia me chora
- Papai não porque não me avisou que o amor é tão assim!
o pobre poeta que sou eu, responde com exemplo de nada:
- Filha minha tu nasceu para o mundo
- Qualquer que seja o outro ou até mesmo o próprio, será apenas o alguém para teu coração de bem

Outro tempo irá me liga em meio a madrugada
sua haste ai de choramingar
Eu que jardineiro pouco sou, irei correndo noite a dentro
Em busca de um beijo que acalme um pedaço de carne
Chamada Cecília, minha filha
Meu Eu

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Só dói...

Por essa rua já passou
Nesta viela desandou
O passado mora longe
Perto da tristeza ao lado do medo,bate palma o sofrimento
Virar na esquina do arrependimento não tem volta
Quando se vai já foi
Quando se volta dói
Só dói e dói


Rodrigo Pires

sábado, 16 de janeiro de 2010

Homem Cão

Já tive várias mulheres
Mulher, não tive nenhuma
Uma mulher se cosntroi com aquele pouco de açucar que resta do teu eu
Na medida exata de um punhado de massa que não se acumule aos cantos
A palavra doce que escorre da boca de um canário ao te gritar: - Canalha

Já o nome. O nome, é dificil poder ser Cis,Sas,Ás e Zes.
É só isso é nada mais.
Sem letra ou sílaba rasga o peito e morre nú
Agora o amor!
O amor é sem vergonha, quando se ganha não quer e quando se perde não ama
Assim o homem é um cachorro nato, um vira-lata

Mas vos digo se todos os cachorros fossem como eu
não restaria um poste mijado

É sim muitas cadelas bem amadas...

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Avesso

Seguir ao avesso do que posso
Morte e dor; Vida e cor
Quero o mar virando lar pra cá e já
Não posso esperar
Se não posso tocar a distância
Posso trovar aos ouvidos
O triste ensaio de uma poesia
Mórbida e Pálida
Sem cor não há vida e se sem "ela" não há amor
Já dizia Janu;
"Não vou julgar, por qualquer que seja
o ensejo de tua poesia apenas lambuze o papel"

Se os porcos não escrevem:

Escrevemos então...

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Alegria Criada

Estive aqui pensando, balancei meus pés pro vento
Avistei uma nuvem de solidão, deitei minha cabeça em verdes brumas
Pensei, pensei e pensei....
Minha cabeça já doía não, mas que o peito
Procurando uma solução intransponível desistir
Ontem morri, hoje padeço e amanhã sofro
Ninguém cria nada na alegria
O que diria “Vininha” sé fosse feliz todos os dias¿

“Nada"

Rodrigo Pires

domingo, 10 de janeiro de 2010

Domingo é apenas domingo

Um cheiro de boca que vê o sapato quase ralo de tanto passarinhar
Garrafas ao lado do manuscrito, fotos com recados de “eu te amo”
Fixadas na parede de um quarto que não quer calar, tem medo e credo
Acordar no domingo é como não acordar é um dia simplório
Que faz mal a quem é errante com a doutrina familiar
Saudade das meninices no campo aonde correr era vencer na vida
Se esconder; sinônimo de inteligência e ganhar um par ou impar sempre foram considerados prêmios da “mega sena”
Tenho uma saudade boa de tudo isso
Mas no domingo não sinto!
Domingo é apenas domingo.


Rodrigo Pires

sábado, 9 de janeiro de 2010

Mulher Veraneio

Mulher Veraneio, surrapeia meus beijos de dezembro a janeiro.

Depois se vai, não é aqui teu lugar

Tem de navegar por outros mares

Mas me prometa!

No carnaval dance; ou meu samba pode ficar doente

Em maio cuide-se; nossas mães prevêem um ventre

E quando o sol de julho chegar volte:

Como a mulher que espera o romano da guerra

Estarei á porta para viver mais um breve e apaixonante “veraneio”

Rodrigo Pires