segunda-feira, 18 de julho de 2011

O Segredo de Raul


Autor:  Max Gehringer
Durante minha vida profissional, eu topei com algumas figuras cujo sucesso surpreende muita gente.
Figuras sem um Vistoso currículo acadêmico, sem um grande diferencial técnico, sem muito networking ou marketing pessoal.
Figuras como o Raul.
Eu conheço o Raul desde os tempos da faculdade.
Na época, nós tínhamos um colega de classe, o Pena, que era um gênio.
Na hora de fazer um trabalho em grupo, todos nós queríamos cair no grupo do Pena, porque o Pena fazia tudo sozinho.
Ele escolhia o tema, pesquisava os livros, redigia muito bem e ainda desenhava a capa do trabalho - com tinta nanquim.
Já o Raul nem dava palpite. Ficava ali num canto, Dizendo que seu papel no grupo era um só, apoiar o Pena.
Qualquer coisa que o Pena precisasse o Raul já estava providenciando, antes que o Pena concluísse a frase.
Deu no que deu.
 
O Pena se formou em primeiro lugar na nossa turma.
E o resto de nós passou meio na carona do Pena que, além de nos dar uma colher de chá nos trabalhos, ainda permitia que a gente colasse dele nas provas.
No dia da formatura, o diretor da escola chamou o Pena de 'paradigma do estudante que enobrece esta instituição de ensino'.
E o Raul ali, na terceira fila, só aplaudindo. Dez anos depois, o Pena era a estrela da área de planejamento de uma multinacional.
Brilhante como sempre, ele fazia admiráveis projeções estratégicas de cinco e dez anos.
E quem era o chefe do Pena?
O Raul.
 
E como é que o Raul tinha conseguido chegar àquela posição?
Ninguém na empresa sabia explicar direito.
O Raul vivia repetindo que tinha subordinados melhores do que ele, e ninguém ali parecia discordar de tal afirmação.
Além disso, o Raul continuava a fazer o que fazia na escola, ele apoiava.
Alguém tinha um problema?
Era só falar com o Raul que o Raul dava um jeito.
Meu último contato com o Raul foi há um ano.
Ele havia sido transferido para Miami, onde fica a sede da empresa.
Quando conversou comigo, o Raul disse que havia ficado surpreso com o convite.
Porque, ali na matriz, o mais burrinho já tinha sido astronauta.
E eu perguntei ao Raul qual era a função dele.
Pergunta inócua, porque eu já sabia a resposta.
O Raul apoiava. Direcionava daqui, facilitava dali, essas coisas que, na teoria, ninguém precisaria mandar um brasileiro até Miami para fazer.
Foi quando, num evento em São Paulo, eu conheci o Vice - presidente de recursos humanos da empresa do Raul.
E ele m e contou que o Raul tinha uma habilidade de valor inestimável:...
Ele entendia de gente.
Entendia tanto que não se preocupava em ficar à sombra dos próprios subordinados para fazer com que eles se sentissem melhor, e fossem mais produtivos.
E, para me explicar o Raul, o vice-presidente citou Samuel Butler, que eu não sei ao certo quem foi mas, que tem uma frase ótima:
“Qualquer tolo pode pintar um quadro, mas só um gênio consegue vendê-lo”.
Essa era a habilidade aparentemente simples que o Raul tinha, de facilitar as relações entre as pessoas.
Perto do Raul, todo comprador normal se sentia um expert, e todo pintor comum, um gênio.
Essa era a principal competência dele.
 
“Há grandes Homens que fazem com que todos se sintam pequenos.
Mas, o verdadeiro Grande Homem é aquele que faz com que todos se sintam Grandes.”
- - - - - -
Reflita sobre isso!
Ótima Semana.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Run Ran

Chega a hora de correr. Que urbana esta minha vida, vejo os quilômetros passando e eu aqui em frente à esteira correndo no mesmo lugar. Ali uma janela de vídeo repete as emoções do vale a pena ver de novo. Que surreal esse momento (para não dizer que clichê).

 O sol massacra e faz um escarcéu de fogo na vida de quem anda com os próprios pés. E eu aqui no meu mundinho, correndo como se minha trilha fosse registrada no volume mais high do meu ipod que aleatoriamente toca as músicas que eu pedi para alguém colocar. Daqui a pouco devo sair correndo (novamente) para almoçar e voltar ao trabalho. E antes que eu perda esse olhar enquanto estou aqui a pensar é melhor que eu registre em poucas palavras que correr não é vantagem quando não se sabe aonde quer chegar.


P;

eufemismo conflitante.

É  muito desejar o que não quero?

terça-feira, 12 de julho de 2011

16:31


Assim será para a tua alma o conhecimento da sabedoria; se a achares,
haverá galardão para ti e não será cortada a tua esperança.
Provérbios 24:14

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Tragédia real.


Autor:  Desconhecido

- Mamãe, Papai, estou finalmente voltando para casa. - Disse Sean aos seus pais por telefone.
- Graças a Deus meu filho! Acabaram as nossas preocupações. Estamos morrendo de saudades!
- Mas antes quero pedir um favor a vocês. - Disse o jovem herói. - Tenho um amigo que eu gostaria de levar junto comigo.
- Claro! Nós adoraríamos conhecê-lo!
- Mas há algo que vocês precisam saber antes. - Continuou o filho. - Ele foi terrivelmente ferido em combate. Pisou numa mina e perdeu um braço e uma perna. Pior ainda é que ele não tem nenhum outro lugar para morar.
- Sinto muito em ouvir isso filho! Talvez possamos ajudá-lo a encontrar algum lugar onde morar!
- Não é bem assim mamãe. Eu quero que ele fique morando em nossa casa.
- Mas meu filho, você não sabe o que está pedindo? - Objetou o pai.
- Alguém com tanta dificuldade seria um fardo para nós. - Reforçou a mãe do soldado. - Temos nossas próprias vidas e não queremos que algo assim interfira em nosso modo de viver. Acho que você poderia voltar para casa e esquecer esse rapaz. Ele encontrará uma maneira de viver por si mesmo.
Nesse momento o filho desligou o telefone e nunca mais falou com os pais que, alguns dias depois receberam um telefonema da polícia, informando que o filho havia morrido ao cair de um prédio, e não foi descartada a hipótese de suicídio.
Os pais, angustiados, se dirigiram para a cidade onde ocorreu a tragédia, e foram levados para o necrotério onde, pasmados, identificaram o corpo do filho que faltava uma perna e um braço.
- - - - - -

Às vezes nos acontece coisa semelhante e nem percebemos.
Quantas vezes empregamos predicados negativos a alguém que poderia se tornar nosso grande e verdadeiro amigo?
Quantas vezes desmotivamos alguém com comentários desnecessários e impensados ?

Boa semana.

Lembrança

A lembrança  é uma saudade em pensamento.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

19:51

Nesse comunicar de poucas letras indo e vindo é que a gente se encontra.
O silêncio se faz presente e ocupa o lugar do ausente.
Então quem sabe daqui alguns dias eu possa te falar;
De mim, sobre a gente.