domingo, 28 de fevereiro de 2010

Poema Infinito

Esse poema tem uma única função
Ser infinito
Como transpor as barreiras do tempo;
espaço,calor e afago com as palavras rimadeiras
Como seguir os ensinamentos do "Duende Verde"
Que tanto fala do ventre seco de "Yerma"
Do peito de pedra da mãe que não possui vida
Que chora as bodas de sangue aos pés de laranjeiras

O que eu poderia dizer de um poema infinito para Lorca:

apenas trovaria seu desatino "dorme cravo meu"

Lorca viveu e a morte o encontrou.

Mas nunca morreu... nunca!

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Eco

Eu queria chorar baixinho ...inho inho
Não minto eu quero gritar altão ...ão ão

Na verdade eu quero ficar quieto, só assim o eto eto...

Vira eco!

Calcinha Comestivel

Se eu pudesse te comeria
um dia ou uma hora
Se eu pudesse te cuspiria
no chão ou na cama
Seu eu pudesse faria um bocejo
no céu da boca ou no inferno lingual

Se eu pudesse engolir; esse papel molhado no meio de tuas pernas


Faria um poema dentro de mim ...


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Desafio

bom queria fazer um desafio as 540 q segue esse abestado aqui... Quero um tema para uma poesia agora!!! escrevo em 10 min!! #desafio 8 minutes ago


-@tkthehte- @piresrodrigo calcinha comestível!

-@piresrodrigo - @tkthete ok vamos lá 11:05

-@piresrodrigo - @tkthete ok vamos lá 11:10 - ok

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Menina Mulher

Uma mulher pode ser qualquer coisa além de um desejo
Pode ser uma agonia mas também um alivio
Pode ser uma perca mas também um ganho
Pode ser uma mulher mas também ser cruel
Pode ser uma deusa mas também uma cadela
Pode ser uma prisão mas também uma brisa

Uma mulher pode ser tudo que ela quer ser mas jamais deixará de ser o que ela é:


uma menina mulher.

Pouco de muito valor

Quando eu tinha 5 anos não talvez 35 não me lembro agora estava com 85.

Eu era vivo.

Quando eu tinha R$ 1,00 não talvez R$ 1.000,00 não me lembro agora estava com R$ 1 milhão.

Eu era pobre

Quando eu tinha um amigo não talvez dez não me lembro agora estava com trezentos

Eu era só

Quando eu tinha uma flor não talvez três não me lembro agora estava com quatro

Eu era triste.


Triste aquele vive de muito por nunca encontrar pouco de muito valor

a dor do amor

Quando acho que não sou eu
Percebo que a dor só vive lá fora
Aqui dentro um coração mora
Sem vizinhança, sem niguem para uma colher de açucar pedir
Não adianta gritar
A voz seca do dissernimento ecoa de fora pra dentro

Pobre de alguém que nunca amou ninguém;

De nada vale a vida sem amor

Mesmo que seja a dor do amor

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Teu nome te torna sábia

Desvia das calçadas, navega nas ruas, voa nas avenidas, e tu trovadora que canta o desapego dos próprios apegos, por isso tem medo e sente pudor, vive só pelo alvoroço dos moços deita-te no colo do leite prefere o afeto ao sabor do amor, amor fraternal!
Tens medo de criticar o teu seio, porque de peito aberto te libertou e se livrou de qualquer dor para que tu, somente tu cuidasse do teu próprio desatino.
Sem a figura do Imperador, do Anfitrião, do Arcano te vejo pelos cantos procurando se auto-afirmar, gargalha as faringes do teu tapete de Jocasta, navega pelo rio das renuncias, se priva de usufruir o que deseja, pelo humano receio de se castrar.
Joga os teus cabelos ao vento, sorrir...
Não te importar com as batidas do coração, coloca a ameixa na boca do cavalo, intrigado com o sabor o caballu quer relinchar ao mesmo se cala compreende que é como ganhar e perder, morrer e nascer.
Então que nasça, que viva que construa em frente à coxia historias de uma nova vida.
Seja palhaça, trovadora, anciã ou terra, mas que seja arte, por que teu nome minha índia...

Teu nome te torna sábia