quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

apelitico

Oh meu amor se eu vir cantar um samba mesmo que que seja de bamba
Como as pernas da fulana que me beijou sem me tocar

Oh meu amor se eu vier falar das putas; astutas, saracutas e mudas
Andam por passarinhar e voam por se rastejar

Oh meu amor se me tu ensinasse a orar, por mudar um devaneio que sinto que não vou encontrar

Se pudesse apenas mudar as letras deste "apelitico" clamor

Gritaria o final em letras brandas

"Amor meu Oh"

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Não levamos nada

Do pouco era muito
No começo o amor bonito e instigante que nos leva a acreditar em um futuro cessante
Os apertos, abraços, as cartas e principalmente o olhar
O olhar de quem está para conhecer algo jamais visto por alguém da maneira que o
"eu&tu" se ver

Do meio era médio
O amor caia, se batia, o perfume enjoava e a poesia se calava
A alma morreu, o corpo vegetava e esperança dormia
O olhar fechado sofria por não enxergar que não existia mais nada

De tudo era o fim
Dos gritos, dos filhos da puta, dos canalhas e das beatas
Do perfume que enjoava, das cartas que eu rasgava e das fotos que queimei
Da poesia que nasceu com sabor de magoa e teor de lagrima
Dos dias que perdir apenas lamento

Tive que morrer para nascer

Pois viver com uma mulher que não sonha é apenas um cochilo na madrugada onde eu quero tanto acordar

E acordei, meu siêncio que se calava.

Despertou

O objeto e o objetivo

O objeto pergunta ao objetivo

- Objetivo porque me usa como objeto?

E o objetivo responde ao objeto:

- Tu é o que eu preciso para ser completo



Inspirado no grande devaneio de Friedrich Fietzsche

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

prateleira do viver

Estava caminhando por ai
Meio que nem aqui
Quando a vi
Com um jeito "all" de mim

Quando ouvi que gostas de escrever
Até pensei em morrer
Morrer de felicidade por te conhecer
Agora, somente agora que eu estou voando e sendo em toda plenitude

O que eu sempre quis ser:

Um livro antigo na prateleira do viver.

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Pino do painel de retrato

Eu tinha um pino de painel de retrato
O pino, que fixa e desfixa
Os retratos de quem sempre veio e já foi
O pino que sempre perfura hoje
me reclama:

- Se cura! precisamos de outra moldura.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Escoa os merdarianos

Escoa esse desandar errante
Escoa essa magnitude vibrante
Escoa essa chuva que não para
Escoa esse leve tapa prosiano
Escoa essa poesia vagabunda
Escoa nessa bunda:

- A merda de ser revoltar com quem não tem muito a somar e nada para se aproveitar.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Desperta

Desperta o dia da noite
a vida do outro
o copo vazio
o corpo doído
desperta

Desperta a voz da simbiose

Mesmo com sono a poesia acorda e diz;

"Bom dia" volte pra cama e sonhe com a sua "menina"