segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Brincar de quebra nozes

Não é muito fácil brincar de quebra nozes
E quase que pedrajar nosso peito e depois servir em floar
Um sentimento inquebrável não se serve apenas sem reserva
Faz parte de uma barola, quase um perminio de vento e sol

Se o mar está pra peixe o que diria os navagantes se
tivessem que devolver ao mar os fisgados mais nobres
Nenhum pescador por mais inglório que seja tem por
peito a vontade de devolver ao mar aquilo que o azul te clama

Ou seja uma mulher que vem,só vem não volta nem vai!

Rodrigo Pires

O menino e o careca

O menino pede ao careca um pedaço de mel
O careca menino pede ao menino uma navalha
Juntos o menino e o careca vão atrás do mel
O menino pergunta se o careca esta feliz?
O careca responde:
Não, falta um menino dentro de mim

O careca se ergue e sem erro acerta duas navalhadas
O menino se assusta quase ficou careca
Calma menino – disse o careca
- E cana de açúcar melhor que essa não há nessas terras

O menino e o careca se sentam
E no doce degustar de uma cana de caldo caiana
Viram seus rostos no espelho d'água
O menino havia virado careca
E o careca havia virado menino

`Dedico esses versos ao meu avô Tião Careca que sempre será um menino careca`

Goiás Velho ,11 de julho de 2009

Rodrigo Pires

domingo, 24 de janeiro de 2010

Apenas

Desta noite resta o apenas:

Apenas a vontade de amar e ser amado
Apenas o querer e ser tocado
Apenas um viver que não sabe onde nascer
Apenas uma paixão que toca sem saber o que
Apenas uma mulher
Apenas um ventre
Apenas um cabelo dourado
Apenas uma pele branca
Apenas o amanhecer tão previsível
Apenas tu e eu
E eu em tu, apenas.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Meu pedaço de carne

Ela nem nasceu e já a amo...
Amo, como flor que tem que ser
A cada despetalar da idade florecida
Meus amigos me perdoem o desatino ou até mesmo o pobre devaneio
Mas essa paixão ei de relatar:


Trata-se de uma flor pequena
com uma mão que nunca vi
mas posso sentir com o desejo de pai
que ama e quer uma filha

Ela e tão pequena um botão de flor
Vem andando com seu pequeno "caulinho"
Meio que sarapateia quando ver o meu "eu"
Um velho abobalhado e também apaixonado pela filha que tem

Um dia se casa no outro dia me chora
- Papai não porque não me avisou que o amor é tão assim!
o pobre poeta que sou eu, responde com exemplo de nada:
- Filha minha tu nasceu para o mundo
- Qualquer que seja o outro ou até mesmo o próprio, será apenas o alguém para teu coração de bem

Outro tempo irá me liga em meio a madrugada
sua haste ai de choramingar
Eu que jardineiro pouco sou, irei correndo noite a dentro
Em busca de um beijo que acalme um pedaço de carne
Chamada Cecília, minha filha
Meu Eu

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Só dói...

Por essa rua já passou
Nesta viela desandou
O passado mora longe
Perto da tristeza ao lado do medo,bate palma o sofrimento
Virar na esquina do arrependimento não tem volta
Quando se vai já foi
Quando se volta dói
Só dói e dói


Rodrigo Pires

sábado, 16 de janeiro de 2010

Homem Cão

Já tive várias mulheres
Mulher, não tive nenhuma
Uma mulher se cosntroi com aquele pouco de açucar que resta do teu eu
Na medida exata de um punhado de massa que não se acumule aos cantos
A palavra doce que escorre da boca de um canário ao te gritar: - Canalha

Já o nome. O nome, é dificil poder ser Cis,Sas,Ás e Zes.
É só isso é nada mais.
Sem letra ou sílaba rasga o peito e morre nú
Agora o amor!
O amor é sem vergonha, quando se ganha não quer e quando se perde não ama
Assim o homem é um cachorro nato, um vira-lata

Mas vos digo se todos os cachorros fossem como eu
não restaria um poste mijado

É sim muitas cadelas bem amadas...

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Avesso

Seguir ao avesso do que posso
Morte e dor; Vida e cor
Quero o mar virando lar pra cá e já
Não posso esperar
Se não posso tocar a distância
Posso trovar aos ouvidos
O triste ensaio de uma poesia
Mórbida e Pálida
Sem cor não há vida e se sem "ela" não há amor
Já dizia Janu;
"Não vou julgar, por qualquer que seja
o ensejo de tua poesia apenas lambuze o papel"

Se os porcos não escrevem:

Escrevemos então...